13 dúvidas respondidas sobre varizes

A origem, os sintomas (cansaço, dores constantes, veias “saltando”) e o fim dos transtornos circulatórios que marcam suas pernas

Ana Bardella

13 dúvidas respondidas sobre varizes | <i>Crédito: Shutterstock
13 dúvidas respondidas sobre varizes | Crédito: Shutterstock
Quatro a cada dez brasileiros sofrem com varizes. Isso equivale a 78 milhões de pessoas – em sua maioria, mulheres! E como o assunto interessa a muita gente, lá vamos todos pesquisá-lo na internet. No entanto, o resultado da busca mais confunde do que explica, pois existem muitas teorias desencontradas sobre os problemas de circulação, em especial os que acometem as pernas. A cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita esclarece de vez suas dúvidas sobre varizes.

Não é tudo igual!
Existem diferenças entre varizes e vasinhos. Enquanto elas surgem em veias de calibre maior e localizadas nas camadas mais profundas das pernas, os danadinhos (também conhecidos como “aranhas”) aparecem somente em veias finas, que ficam próximas à superfície da pele – e, por isso, podem ser vistos facilmente. Quem sofre com as varizes costuma sentir inchaço e dores nas pernas. Já os vasinhos causam apenas danos estéticos. Mas não se engane: os dois costumam andar juntos! Apesar de também surgirem separadamente, o mais comum é que estejam interligados. Ambos são sintomas do mesmo problema: a doença varicosa.

Como aparecem?
O mal é decorrente de um defeito nas válvulas das veias, que se dilatam mais do que o necessário. Isso atrapalha a circulação do sangue: apesar de chegar aos pés, ele tem dificuldade para retornar à parte superior do corpo. 

Os riscos
Se não tratada da maneira correta, a doença pode evoluir para inflamações (flebites) ou entupimento (trombose) das veias, além de resultar no aparecimento de úlceras varicosas, que são feridas de difícil cicatrização. 

SAIBA NO QUE ACREDITAR!

“Sinto muito cansaço nas pernas, mas não vejo veias estouradas. O que pode ser?” 
Mesmo sem enxergá-las, as varizes podem estar lá. Procure um angiologista para descobrir a origem da questão. Se os exames indicarem que essa região está saudável, siga investigando. Hipotireoidismo, obesidade e diabetes também se escondem por trás desse incômodo. 

“Se passo muito tempo em pé, fico com manchas roxas nas pernas. É um sintoma?” 
Quem sofre desse mal costuma ter uma fragilidade capilar maior do que os outros. Por isso, os vasos estouram com facilidade, deixando marcas sob a pele. Vale a pena investigar. 

“Minha mãe tem a doença. Corro o risco de desenvolvê-la?” 
Sim. O problema, além de genético, acomete mais as mulheres devido à concentração de hormônios que deixam as paredes venosas mais flácidas. Se toma anticoncepcional, o risco aumenta ainda mais. 

“Câimbra e varizes têm algum tipo de conexão?” 
A câimbra, principalmente noturna, é queixa comum de quem tem varizes. Ela está relacionada à retenção de líquido na região das pernas. 

“Grávidas também podem desenvolver o problema?” 
Sim. Durante a gestação, a produção de hormônios que modificam as paredes das veias aumenta. Além disso, o corpo produz mais sangue para nutrir o bebê e o sistema circulatório trabalha mais. Nos últimos meses, quando o útero já está expandido, há também a compressão da veia cava. Tudo isso pode iniciar o quadro de varicosa. 

“Cruzar as pernas e usar salto alto contribuem para o aparecimento de varizes?” 
Mito. Ao cruzar as pernas pode haver formigamento, que está relacionada ao sistema neurológico. Já o uso diário de salto alto pode atrofiar a musculatura da panturrilha, mas não há estudos que associem esse efeito ao surgimento da doença.

“Passar muito tempo em pé ou sentada piora o quadro?” 
Sim. Ficar muito tempo na mesma posição prejudica a circulação sanguínea. Então, mexa-se! 

“Deitar de pernas para cima ajuda a aliviar as dores?” 
Sim, pois “anula” o efeito da gravidade, tornando o retorno do sangue mais fácil. Fazer compressas geladas também é ótimo para quem sente a região inchada. 

“Posso comprar meias de compressão por conta própria?” 
Ouça a avaliação de um médico sobre a necessidade do uso e a intensidade mais adequada para o seu caso. 

“Pomadas ou cremes com cânfora tratam as varizes?” 
Não. Estas são apenas medidas paliativas para o alívio dos sintomas. 

“Quem sofre desse mal pode viajar de avião?” 
Pode, mas se o trajeto for longo, há mais risco de trombose. Pegue com o seu médico orientações necessárias para a viagem. Beber muita água, fazer exercícios para a panturrilha e levantar da cadeira a cada duas horas são medidas preventivas.  

“Tenho varizes. Posso malhar?” 
Sim! Apenas casos extremos, como de halterofilistas, devem ser avaliados com cuidado. 

“A doença piora no verão?”
O calor provoca vasodilatação e mais retenção de líquidos no corpo, o que agrava os sintomas.

CONHEÇA OS TRATAMENTOS!
Todos eles fecham ou removem as partes afetadas. É possível fazer isso com injeções à base de glicose, laser, radiofrequência ou aplicação de uma espuma que queima as veias flácidas. Para situações mais graves, cirurgias removem completamente os vasos. Há ainda a chance de combinar duas dessas técnicas para melhores resultados. 

11/07/2017 - 16:00

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