Diabetes: você sabe o que é memória metabólica?

A fase inicial da doença pode marcar para sempre suas células e prejudicar você. Saiba o que fazer

Izabel Duva Rapoport

Diabetes: você sabe o que é memória metabólica? | <i>Crédito: iStock
Diabetes: você sabe o que é memória metabólica? | Crédito: iStock

A expressão “memória metabólica” pode até parecer estranha, mas é provável que você saiba o que é. Basta pensar naquela amiga que come muito e não engorda ou na sobrinha que emagreceu e logo voltou a engordar. Casos assim são comuns e fáceis de entender: existem mecanismos no corpo que fazem com que ele queira sempre voltar à forma física que já está acostumado – mesmo que passe por mudanças. Isso também acontece nos casos de diabetes. “Quando a pessoa é diagnosticada, normalmente o açúcar no sangue já está elevado. Esse excesso, que aparece no início da doença, pode marcar para sempre a memória das células e ser determinante para a evolução do problema”, diz Isabella Laba, gerente médica de diabetes da AstraZeneca Brasil. Por isso, é fundamental que o diagnóstico seja feito o quanto antes.
“Quanto mais rápido o paciente atingir o controle glicêmico após o diagnóstico, menor é o risco de desenvolver uma complicação vascular a médio ou longo prazo”, explica.

O valor do tempo
Cerca de 30% das pessoas com diabetes no Brasil ainda não sabem que têm a doença e precisam ser diagnosticadas para tratar e evitar contratempos graves no futuro. Isso ocorre porque os sintomas, como sede excessiva, perda de peso, maior frequência urinária e aumento da fome, só aparecem quando os níveis de glicose no sangue já estão muito altos. “A única chance de diagnóstico nos casos de pacientes sem
sintomas é por meio de exames de rotina”, alerta a especialista. A frequência indicada para realizar o check-up pode variar:

 Adultos saudáveis: de 2 em 2 anos.
 Com doenças crônicas: de 6 em 6 meses.
 Pacientes com fatores de risco: 1 vez por ano. São eles o sobrepeso ou obesidade, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e predisposição genética.

É preciso aceitar
Existe uma tendência entre os pacientes de renegar o diabetes e levar a doença como um problema menor do que de fato é, negligenciando os cuidados. “As pessoas precisam entender a importância da adesão ao tratamento para conseguir manter o controle glicêmico e prevenir as
complicações crônicas da doença”, alerta. O diabetes mal controlado pode culminar em cegueira, amputação de membros, falência renal, acidente vascular cerebral (AVC) ou até a morte. “Estudos mostram que um atraso de seis a 12 meses no tratamento pode aumentar o risco
de o paciente apresentar um infarto em até 26%”, diz Isabella Laba, da AstraZeneca Brasil.

Para prevenir
 Manutenção do peso (ou emagrecimento).
 Prática de atividades físicas regulares.
 Bom padrão de horas de sono.
 Alimentação adequada:
» evite gordura e açúcares em excesso.
» não fique muitas horas de jejum.» tenha um consumo moderado de queijos e laticínios.
» dê preferência aos carboidratos integrais.
» coma frutas, legumes e verduras.
» evite a ingestão exagerada de álcool

Não existe diabetes leve!
O que existe é diabetes na fase inicial ou avançada e controlada ou fora das metas individuais. São dois:
 Diabetes tipo 1: uma doença autoimune em que o paciente é dependente de insulina.
 Diabetes tipo 2: mais caracterizada, principalmente, pela resistência à insulina.

05/12/2017 - 14:00

Conecte-se

Revista Ana Maria