Estresse controlado, coração protegido!

Mantenha-se longe da tensão e do pessimismo neste novo ano e afaste os riscos cardíacos

Raquel Maldonado

Estresse controlado, coração protegido! | <i>Crédito: iStock
Estresse controlado, coração protegido! | Crédito: iStock
Levar a vida de um jeito leve parece ser o segredo da longevidade. Além de viver mais, quem não se estressa à toa tem mais qualidade de vida também. Pelo menos essa é a conclusão de um estudo liderado por cientistas americanos. Segundo a pesquisa, o estresse está ligado a um maior risco de ataque cardíaco e AVC (acidente vascular cerebral). É que o sentimento provoca a superprodução de glóbulos brancos, células de defesa do organismo, que em excesso dificultam a circulação. Então, que tal aproveitar este início de ano e repensar um pouco a forma como você anda levando a vida?


O que é esse tal de estresse?
“É uma reação do organismo quando há a necessidade de lidar com situações que exijam um grande esforço emocional e mental para serem superadas”, explica Jennifer França, diretora científica do departamento de psicologia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Ainda segundo a especialista, a resposta ao estresse prepara o nosso corpo para situações difíceis, mas quando a situação foge do controle podem ocorrer problemas cardiovasculares, além de outras complicações.


Chega de pessimismo!
Não são apenas os acontecimentos externos que nos deixam prestes a explodir e com a tensão lá em cima. Precisamos ficar atentas também ao que os médicos chamam de fontes internas de estresse, que são os sentimentos, os pensamentos e a maneira particular com que cada um reage às situações do dia a dia. “Eles têm um efeito ainda maior no organismo, não só por serem uma fonte
estressora, mas também por muitas vezes serem os responsáveis por dificultar nossos mecanismos de relaxamento. O pessimismo é um desses sentimentos”, diz a psicóloga. Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública T. Chan, de Harvard (EUA), mostrou que pessoas com atitude positiva diante da vida correm menos risco de morrer de doenças cardíacas, câncer, AVC, problemas respiratórios e infecções. Ou seja, ser otimista vale muito a pena!


Sinais pra lá de perigosos
O estresse desencadeia aumento da pressão arterial, respiração acelerada, coração batendo mais rápido e músculos mais tensos. Ocorre, também, a liberação de alguns hormônios, como cortisol, dopamina e adrenalina. “Uma vez passado o ‘perigo’, o corpo
relaxa e procura novas forças. Quando essas situações de estresse tornam-se constantes e os mecanismos de relaxamento, escassos,
criamos uma situação propícia ao adoecimento”, afirma Jennifer. Essa dificuldade de relaxar pode gerar uma sobrecarga no coração e em outros órgãos. Por isso, repense antes de estourar da próxima vez!



Pra você viver mais e melhor

 Tenha uma alimentação saudável.

 Pratique atividade física, sempre com orientação médica e acompanhamento de um profissional de educação física. Durante os exercícios, o corpo libera hormônios que ajudam na regulação do estresse.

 Busque momentos de relaxamento para corpo e mente encontrarem espaço para se livrar das tensões do dia a dia. Essa atividade
precisa ser regular, ou seja, todos os dias precisamos fazer algo que nos dê prazer.

 Não existe receita para relaxar, cada um precisa identificar o que mais o deixa feliz. Alguns gostam de música, outros de
atividades manuais, leitura, esporte... Apenas lembre-se de que deve ser algo que a deixe distante da rotina do dia a dia.

 Busque um equilíbrio emocional, por meio de autoconhecimento e de atitudes positivas diante da vida. Converse com as pessoas em vez de brigar.

 Seja menos competitiva. Pessoas que querem acertar e ter razão sempre são mais propensas ao estresse e à hipertensão.
Experimente aceitar outros caminhos!



Um escudo possível

O ano passado foi de muito pessimismo, principalmente no que diz respeito à economia. Isso sem falar nas tragédias que mobilizaram os brasileiros, como o acidente com os jogadores da Chapecoense e a morte do ator Domingos Montagner, por exemplo. Apesar de não ser possível fugir dessas emoções, devemos buscar não nos envolver profundamente e ter um olhar mais leve e saudável para tudo o que nos cerca. Dessa forma, a gente se blinda, pelo menos um pouquinho, de toda energia negativa. Vamos tentar neste ano?

17/03/2017 - 14:00

Conecte-se

Revista Ana Maria