Sarapatel, acarajé, vatapá... o que é que a baiana tem?

Comidas variadas e bem temperadas transformam a culinária da Bahia em um maravilhoso mix de sabores 

domingo 31 março, 2019
Mauro Holanda
Mauro Holanda Foto:Acarajé com Vapatá

A Bahia é um estado rico em todos os sentidos, seja por suas praias belíssimas, festas, Carnaval, etc. Mas algo em especial chama muito a atenção: a sua inconfundível gastronomia. 

Salvador, Porto Seguro, Ilhéus, Morro de São Paulo, Itacaré, Trancoso... Esses destinos ficam ainda mais completos graças à grandiosidade da culinária baiana.

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Quem provar as iguarias típicas da região tende a voltar porque o que se come por lá é incrível! E acredite: seu arretado cardápio vai muito além dos clássicos acarajé e vatapá. 

Com a forte influência africana, portuguesa e indígena, a comida nordestina é bastante diversificada. 

Feijão, charque, camarão, pimenta, azeite de dendê e coentro são apenas alguns dos ingredientes que emprestam sabor e aroma irresistíveis aos vários pratos baianos. 

O livro Na Mesa da Baiana (ed. Senac), de autoria da chef Tereza Paim e da jornalista Sonia Robatto, reúne receitas de pratos tradicionais, dicas e curiosidades que compõem a rica história da região. 

A seguir, confira um pouco disso tudo. A família vai comer e pedir bis!

Carne-de-sol, carne-seca ou charque?
Todas são de carne bovina, mas com diferentes preparos: A carne-de-sol, feita em lugares bem quentes e secos, é cortada, salgada e colocada em lugares abertos e ventilados (nunca ao sol, apesar do nome). 

A secagem é rápida e a parte de dentro se conserva macia. Em algumas regiões do Nordeste é também preparada com carne caprina. A carne-seca, também conhecida como jabá, é salgada e seus cortes, chamados mantas, são empilhados em lugares secos. 

As mantas são constantemente mudadas de posição para facilitar a evaporação e, em seguida, colocadas em varais, ao sol. O charque é preparado com mais sal e sua exposição ao sol é bem mais prolongada.

Influência cultural
Os povos africanos trouxeram traços relevantes para a culinária baiana, como o gosto por temperos fortes, especialmente o azeite de dendê e as pimentas. Os portugueses trouxeram o manuseio de utensílios como fogões e panelas, além da utilização de açúcar, e os índios, os peixes locais, frutas e plantas.

Os doces
No tabuleiro da baiana tem também iguarias doces, como a cocada e o bolinho de estudante (com receita na próxima página). Embora seja possível encontrar cocada em vários lugares do país, aquelas vendidas pelas baianas costumam ser as mais tradicionais, feitas artesanalmente com coco branco (ou queimado) e sem leite de coco e condensado, o que as tornam mais secas, porém, não menos saborosas.

Já o bolinho de estudante é um doce frito feito à base de farinha de mandioca granulada, açúcar, coco ralado e leite de coco. Costuma ser servido polvilhado com açúcar e canela. Ele recebeu esse nome por ser uma iguaria barata e, por essa razão, popular entre os estudantes.
 

Karla Precioso
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