Está na hora de faturar com o Tesouro Direto

Embora pouco conhecida no país, essa modalidade de investimento rende mais do que a famosa poupança

Júlia Arbex

Está na hora de faturar com o Tesouro Direto | <i>Crédito: Shutterstock
Está na hora de faturar com o Tesouro Direto | Crédito: Shutterstock
Antes de mais nada, descubra o que é um título público

Trata-se de um documento que o governo emite com a finalidade de arrecadar recursos para financiar a dívida pública. O principal caminho para investir nesse título é o Tesouro Direto.


Então, o que é Tesouro Direto?

Criado em 2002, o Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional com o objetivo de vender títulos públicos do Governo
Federal para pessoas físicas. “Quem adquire tem a promessa de que, no futuro, em uma determinada data, receberá o valor investido com acréscimo de juros”, esclarece o educador financeiro Edelcio Fonseca. De acordo com o especialista, esse
programa surgiu com a missão de democratizar o acesso da população aos títulos públicos, que antigamente eram viáveis apenas para grandes investidores. “Hoje, até os considerados pequenos e os médios poupadores conseguem também fazer parte do universo financeiro, com investimentos a partir de R$ 30”, diz Fonseca. Os títulos públicos são divididos em duas categorias:

PREFIXADOS: “São aqueles que você sabe exatamente quanto dinheiro vai receber se mantiver o título até a data de vencimento”,
explica Fonseca.

PÓS-FIXADOS: Aqui, você só saberá os ganhos no vencimento ou resgate do título. Isso acontece porque o investimento acompanha o comportamento da economia ditada pela taxa básica de juros (Selic) ou pela inflação. O site do Tesouro possui a ferramenta “Orientador Financeiro”, que explica as vantagens dos títulos e indica o mais adequado à sua necessidade. Acesse http://bit.ly/2doqyGh



Poupança ou Tesouro: qual é mais vantajoso?

A poupança é a aplicação mais antiga do mercado e, talvez por isso mesmo, a mais queridinha dos brasileiros. Você vai ao banco, deposita o valor desejado e pode ainda sacar quanto quiser sem a cobrança de taxas. “Mas o rendimento é baixíssimo. Inclusive, muitas vezes não chega a cobrir nem a inflação do ano, diminuindo o poder de compra do brasileiro”, afirma Fonseca. Para o especialista, o Tesouro Direto ainda é pouco conhecido no Brasil, mas é a melhor opção de investimento para pequenos e médios
poupadores. “Ele faz o dinheiro render mais do que outras aplicações mesmo com a incidência de taxas e impostos. Além disso, o investidor pode resgatar o título antes do vencimento”, analisa o profissional.



Quanto renderá se aplicar R$ 1 mil

Em seis meses
Poupança:
R$ 1.030,00
(rentabilidade de 3%)

X

Tesouro Direto:
R$ 1.055,60
(rentabilidade de 5,56%, já descontado o Imposto de Renda de 22,5%)



Em um ano
Poupança:
R$ 1.061,70
(rentabilidade de 6,17%)

X

Tesouro Selic:
R$ 1.114,00
(rentabilidade de 11,4%, já com o desconto do IR de 20%)

DADOS DO ECONOMISTA MAURO CALIL, DIVULGADO PELO UOL

É possível fazer simulações no site do Tesouro Nacional: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/.



Conheça os riscos 
Para Fonseca, como a poupança é garantida por uma entidade privada (Fundo Garantidor de Créditos) e o Tesouro tem garantias públicas, investir nesses títulos é mais seguro. Isso porque o governo, diferentemente do setor privado, pode cobrar impostos para cobrir as despesas. “Além disso, é mais provável uma instituição privada quebrar”, avisa o especialista. Então, se concentrar todas as suas aplicações em um banco, e ele falir, talvez você não recupere o valor.


Passo a passo para investir
Você precisa de:

 CPF
 Conta corrente em algum banco
 Agente de custódia, que pode ser um banco ou corretora
 Fazer um cadastro no banco escolhido e fornecer as informações e documentos pedidos
 Após se cadastrar, você receberá por e-mail uma senha provisória de acesso à área restrita ao site do Tesouro
 Feito isso, você conseguirá escolher e comprar os títulos mais adequados ao seu objetivo financeiro. Se não sabe exatamente qual título adquirir, o mais indicado é entrar em contato com o gerente do seu banco e ou com o responsável na sua corretora.



16/05/2017 - 16:00

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