É normal ter um filho preferido?

Os pais podem negar, mas ter mais afinidade com uma das crianças é comum. E até aí, tudo bem! Você só não pode deixar isso virar um problema

Ana Bardella

É normal ter um filho preferido? | <i>Crédito: iStock
É normal ter um filho preferido? | Crédito: iStock
A acusação de que os pais preferem um filho ao outro está presente em muitas casas. Há quem negue o sentimento... Porém, reconhecê-lo é o primeiro passo para aprender como lidar com a situação!


Aproximação natural
“A afinidade maior com um dos filhos pode acontecer basicamente por dois motivos: a semelhança ou a complementaridade dos comportamentos”, explica Maria Tereza Giordan, psicóloga pós-graduada em psicologia junguiana. Ou seja: se você é mais extrovertida e tem um filhote com essas características, pode acabar se aproximando mais dele do que do outro. O contrário também pode acontecer. Ou seja, se você é mais tímida e o pequeno não tem vergonha de nada, é possível que a união aconteça justamente por admirar esse traço natural dele. Mas atenção: independentemente do motivo da inclinação, não quer dizer que você devote mais amor a um do que ao outro! “O sentimento em questão não é o amor, mas a afinidade”, ressalta a especialista.


Rivalidade entre irmãos
Ela está presente até nas histórias mais antigas, como na de Caim e Abel. “A disputa pela atenção dos pais é natural, desde que não seja exacerbada”, adianta a psicóloga. Para evitar esse tipo de situação, fuja das comparações, como dizer “por que você não tira notas altas como ele?” ou “ele é tão bonzinho e você só faz bagunça!” Essas falas magoam a criança e prejudicam o relacionamento entre os irmãos. 


Corte o mal pela raiz
“Estimular a conversa é fundamental para manter a paz dentro de casa”, orienta Maria Tereza. Então, ao notar que os filhos não andam se entendendo muito bem, sente-se com eles e intermedeie a conversa entre os irmãos. Se um deles confessar que se sente inferiorizado, pergunte a ele por quê. Escute de maneira acolhedora as críticas e explique seu comportamento como mãe, ressaltando que ama os dois igualmente. É muito importante ele se sentir livre para falar sobre o que o tem incomodado. Se for o caso, na próxima vez, você deve prestar mais atenção à maneira como agiu.


Estimule a cumplicidade
Conviver com irmãos é uma delícia: temos aí companhia garantida para aprender, brincar e, lógico, até aprontar de vez em quando. “Os pais devem ter momentos a sós com cada um dos filhos, mas os passeios em família são insubstituíveis”, diz a psicóloga. Fazer um piquenique ou desfrutar de um jantar em casa com os eletrônicos desligados faz muito bem para as crianças, pois permite que se tornem mais próximas e aprendam a confiar umas nas outras. Permita que elas se expressem e se tornem cada vez mais amigas!

18/04/2017 - 16:00

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Revista Ana Maria