Essa criança me deixa louca!

Entre 6 e 11 anos de idade, o comportamento infantil fica ainda mais instável. Pais, acalmem-se: ensinaremos como lidar com as questões de cada faixa etária de maneira produtiva

Júlia Arbex

Essa criança me deixa louca! | <i>Crédito: iStock
Essa criança me deixa louca! | Crédito: iStock

Entender como as crianças se sentem nem sempre é fácil. Ainda que elas já tenham alcançado a fase de verbalizar seus desejos e pontos de vista, é por meio do comportamento que realmente se expressam. E tudo pode ficar mais complicado porque, dos 6 aos 11
anos, os pequenos tendem a ser emocionalmente mais instáveis. O livro Meu Filho Me Enlouquece! (Editora Sextante, R$ 34,90), da psicoterapeuta francesa Isabelle Filliozat, antecipa possíveis comportamentos-problema e ensina como lidar com as situações mais desafiadoras dessa faixa etária.

6 a 7 anos: IMAGINAÇÃO A MIL

O pequeno inventa histórias e acredita nelas. Além disso, leva o que dizemos ao pé da letra.

Tem amigos imaginários
Entre 5 e 10 anos, a criança ouve a voz do pai mesmo quando ele está ausente. Ela não está louca nem mentindo. Trata-se da zona auditiva do cérebro se ativando. Nesta fase, duas em cada três crianças têm amigo imaginário (às vezes, vários!).

Costuma mentir
O filho quer agradar aos pais. Se a mãe pergunta, contrariada, “você fez isso?”, o pequeno entende que ela está brava e, mesmo culpada, nega. Porém, quando confessa, não é necessariamente verdade!

7 anos: DONA DA RAZÃO

A linguagem da criança fica precisa e ela critica os colegas que se comportam “mal”.

Não quer se vestir sozinha
Os pais, às vezes, emitem mensagens contraditórias. Quando a mãe arruma a roupa do filho, ele se acha incapaz para tal. A passividade infantil está ligada ao sentimento de incompetência.

Não ajuda em casa
Criança torce o nariz para as tarefas domésticas? Isso está ligado à maneira como as coisas são apresentadas a ela. Por isso, realizar essas funções juntamente com o seu filho reforçará o sentimento dele de pertencimento.

8 anos: INCONSEQUENTE

Seu filho já é capaz de levar em conta a perspectiva e as necessidades do outro.

Sempre faz o que é proibido
A criança ainda age só de acordo com o que chama sua atenção, além de não pensar na situação nem ter consciência da consequência de seus atos. Quer constantemente mais Para seguir o que foi acordado com os adultos, o filho precisa ser envolvido em toda a combinação relacionada a um determinado programa a ser realizado, por exemplo. Assim, dificilmente ela pedirá algo além do trato.

9 anos: DESINTERESSADA

O pré-adolescente gosta de regras complexas, rituais, códigos e linguagens secretas.

Perde o interesse rapidamente
A criança sente que não está a fim de continuar uma atividade, como futebol e inglês. Mas não tem consciência dos motivos que a levam a desistir.

Exibe cacoetes
Mexer o pé, brincar com o cabelo ou roer as unhas são tiques comuns durante o desenvolvimento do cérebro. Alguns aparecem e somem rapidamente. Outros se tornam crônicos. A esses os pais precisam estar atentos, pois são agravados pelo cansaço,
estresse e repressão emocional.

10 anos: INDEPENDENTE

A criança acredita mais em si mesma e está muito mais autônoma.

Considera menos a opinião dos pais
Nesta fase, o olhar do amigo se tornou mais importante do que o das pessoas mais velhas. Portanto, desconfie da capacidade do menino respeitar todas as regras impostas quando estiver com outro garoto.

Pode ficar egocentrado
Levar a criança às suas atividades e brincar com ela trarão mais confiança ao pequeno do que apenas elogiá-lo. E, saiba, pesquisas apontam: exaltações tendem a desenvolver o narcisismo.

11 anos: CHEIA DE ENERGIA

O jovem começa a ter opiniões firmes, mas ainda não é capaz de aprender com seus fracassos.

Larga as coisas em todo lugar
Não adianta acusar o filho por uma determinada bagunça. Você só desperdiçará energia. Prefira descrever o que está vendo. Isso evita discussões e faz com que a criança reflita sobre a situação e organize a bagunça.

Gosta de jogos violentos
Os videogames precisam ser regulados. Os mais nocivos são aqueles em que a criança apenas atira em alvos humanos. Fique atenta!

15/08/2018 - 14:00

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Revista Ana Maria