Formas de lidar com o luto

No dia em que recebemos a notícia da morte da mãe de Xuxa, conheça dois projetos que sabem acolher essa dor

Izabel Duva Rapoport

Xuxa e Dona Alda, que morreu nesta terça-feira, 8 de maio | <i>Crédito: Arquivo Editora Caras
Xuxa e Dona Alda, que morreu nesta terça-feira, 8 de maio | Crédito: Arquivo Editora Caras

O tema da morte exige cuidado. Ainda mais quando se trata da perda de alguém próximo e querido, como aconteceu hoje pela manhã com a apresentadora Xuxa Meneghel. Sua mãe, Dona Alda, que sofria da doença de Parkinson há mais de 15 anos, morreu em casa aos 81. No Instagram, Xuxa falou sobre sua partida: "Meu passarinho voou e vai pintar um lindo pôr do sol para nós. Obrigada a todos pelas orações", escreveu ela.

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Vamos falar sobre o luto?
Cada um tem o seu jeito de lidar com as perdas. E falar sobre elas pode ser um bom caminho. É o que mostra o projeto Vamos Falar sobre o Luto?, um site dedicado a tratar de algo triste como a perda de alguém querido, de maneira profundamente respeitosa e delicada. As sete idealizadoras do projeto, que já vivenciaram, cada uma à sua maneira, as dores das perdas e, em comum, lembram bem o quanto conversar sobre as pessoas que partiram e recontar suas histórias e lembranças é reconfortante. Ao navegar pelo site, dá para descobrir que é possível, sim, ser feliz depois da morte de alguém. Só que de um jeito diferente. Um jeito que fala da morte, mas também do amor que se tem por essas pessoas. Para conhecer: www.vamosfalarsobreoluto.com.br
 
Transformar dor em amor
Do luto da perda da mãe também surgiu o Amôras, um projeto delicado de arte em linhas que mantém a memória da mãe de Fabi Bussamra Guerra sempre presente. Quando sua mãe faleceu, ela decidiu agradecer o carinho e o afeto das pessoas que a confortaram com um mimo especial: quadrinhos de corações feitos com os novelos de lã que pertenciam à mãe. E fez isso por meio de uma técnica de desenhar com linhas conhecida como string art. Alguns meses depois, Fabi também perdeu o pai, seguido da avó materna, e passou a conviver de forma ainda mais intensa com o luto e com a finitude da vida. “Percebi que a dor pode se transformar em amor e que o amor é o maior bem do mundo”, diz. Para ela, sua arte é terapia. “É o remédio que encontrei para suportar o irreversível”, conta. As peças podem ser encomendadas pelo telefone (11) 98161-7222, com entrega para todo o Brasil. Para conhecer: www.amorasfabi.com

08/05/2018 - 14:51

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