Você e a garotada: Ele vai ganhar um irmãozinho!

Inclua-o nesta fase de maneira ativa, permitindo que participe dos preparativos

Dra. Deborah Moss

Você e a garotada: Ele vai ganhar um irmãozinho! | <i>Crédito: Shutterstock
Você e a garotada: Ele vai ganhar um irmãozinho! | Crédito: Shutterstock
"Estou grávida e tenho um filho de 4 anos. O que fazer pra ele já ir se acostumando com a chegada do do mano?”

M.B., por e-mail


Com essa idade, seu filho já percebe as mudanças que implicam a chegada de um bebê. Ele identifica a barriga crescendo, está atento ao enxoval, presta atenção nas conversas... Sendo assim, inclua-o nesta fase de maneira ativa, permitindo que participe dos
preparativos. Ao mesmo tempo, dê liberdade para que expresse suas impressões, preocupações, dúvidas... Tome o cuidado de fazer tudo isso sem antecipar as reações frente ao nascimento do bebê. Por enquanto, seu menino está na expectativa. Só quando o irmão nascer ele encontrará recursos emocionais para lidar com os sentimentos envolvidos na situação. Lembro do meu mais velho, na
mesma idade, quando conheceu o irmão na maternidade. O bebê estava no meu colo, ele fez carinho no cabelo e disse: “Não estou puxando o cabelo dele!” Falei: “É normal ter vontade de puxar o cabelo do bebê, isso se chama ciúme! Eu também senti isso quando minha irmã nasceu”. Ele ficou surpreso e perguntou: “E você puxou o cabelo dela?” Respondi: “Sabia que não estava
certo e esperei a vontade passar”. Ele: “Então, também vou esperar passar”. E fizemos isso, nós dois juntos! Acolher os sentimentos é a maior ajuda que você poderá dar ao seu filho. Não se deve evitar o ciúme. Faz parte, num momento em que um novo integrante nasce na família. Dê um tempo para que cada um se acomode no seu novo lugar: mãe de dois, irmão mais velho etc. Com amor,
carinho e compreensão, o ciúme dará lugar ao amor fraternal. Ele vai reconhecer que o irmão veio, não para dividir o amor da mãe, mas, sim, para multiplicá-lo!


Incluir o mais velho na rotina do bebê ajuda a aproximar os irmãos. Peça ajuda do mais velho, de forma lúdica e sem cobranças. Ele pode pegar a fralda na hora da troca, ajudar a encher a banheira...


Deixe o bebê por um tempinho sob os cuidados de alguém para que você seja (de novo) só do mais velho. Brinquem, façam um breve passeio, assistam a um desenho juntos...


Dra. Deborah Moss - neuropsicóloga especialista em comportamento e desenvolvimento infantil e mestre em psicologia do desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP). Consultora do sono certificada pelo International Maternity and Parenting Institute, no Canadá.



Envie suas perguntas para Dra. Deborah Moss pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br

30/12/2016 - 14:00

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