Você e a garotada: essa tal aborrecência...

Na adolescência, é comum essa necessidade de privacidade

Dra. Debotah Moss

Você e a garotada: essa tal aborrecência... | <i>Crédito: Shutterstock
Você e a garotada: essa tal aborrecência... | Crédito: Shutterstock
"Minha filha adolescente chega da escola e já se tranca no quarto. Só sai para comer e, ainda assim, fica emburrada. Quase não conversa com a gente. Como agir? Tenho medo de brigar e ela se fechar ainda mais para nosso lado!”

T. P., por whatsapp


Na adolescência, é comum essa necessidade de privacidade. No entanto, devemos avaliar o que faz parte da idade e o que passa dos limites. Em alguns casos, pode ser sinal de problemas emocionais que vão além dos conflitos dessa fase. Um dos questionamentos é se esse comportamento se restringe ao convívio familiar ou se também se estende à vida social dela. Os amigos
estão se queixando desse isolamento? As alterações de humor foram repentinas? Aconteceu alguma coisa que justifique a situação?
Às vezes, ansiedade e depressão podem ser confundidas com as crises típicas da adolescência. Então, atenção. O uso de drogas
também pode causar mudanças de comportamento e isolamento. Por isso, vocês devem conhecer o círculo de amizades dela e ter controle de sua vida social. Os limites e os horários devem ser respeitados. Contem como vocês se sentem com a situação e o quanto todos fazem questão da companhia dela. Esse pode ser um caminho bem mais tranquilo do que bater de frente. Vocês devem chegar ao equilíbrio, com foco na boa convivência entre pais e filhos. Ao mesmo tempo em que se deve preservar o direito do jovem a ter sua privacidade, é preciso definir os outros momentos em que a sua presença é importante. Não é sempre que estará sorrindo nessas ocasiões, mas ela deve saber que mesmo de cara feia é muito amada e querida por todos vocês!



Na dúvida se o jovem está usando drogas, é melhor agir e buscar logo ajuda profissional do que esperar por mais evidências. A situação pode fugir do controle.



Depressão é coisa séria. Muitos pais dizem que o filho está com frescura, mas não é bem assim – depressão pode até levar
ao suicídio. E desvalorizar o sofrimento dele não ajuda na recuperação.



Dra. Deborah Moss - neuropsicóloga especialista em comportamento e desenvolvimento infantil e mestre em psicologia do
desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP). Consultora do sono certificada pelo International Maternity and Parenting Institute, no Canadá.


Envie suas perguntas para Dra. Deborah Moss pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br

21/06/2016 - 10:00

Conecte-se

Revista Ana Maria
Coleção CARAS