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Em tempos de crise ambiental, o que podemos fazer para evitar tragédias?

Mudanças de hábitos e atitudes podem proporcionar uma vida mais sustentável e ajudar a evitar tragédias ambientais como as recentes enchentes no RS.

Atrizes da série musical "Sukata" - Divulgação
Atrizes da série musical "Sukata" - Divulgação

Vivemos tempos de desequilíbrio, parece que alguma coisa, ou melhor, muita coisa está fora de ordem em diversos níveis. O estresse, a vida moderna que nos exige pressa constantentemente, tem causado quadros de ansiedade cada vez mais presentes. Toda essa correria tem nos deixado negligentes com nossa saúde mental, emocional e também com nossa responsabilidade e consciência ambiental.

Sabemos que a reciclagem é fundamental e necessária, estamos introduzindo a reciclagem em nossa vida cotidiana, os lixos coloridos já fazem parte do cenário urbano. Mas será que é suficiente? O que podemos fazer para melhorar a situação do meio ambiente para que tenhamos uma vida mais sustentável?

Somos afetados diretamente com a má administração ambiental, a fatura dos nossos atos irresponsáveis chega mais cedo ou mais tarde. As recentes enchentes que causaram tamanha destruição no estado do Rio Grande do sul são um triste exemplo disso.

As tragédias ambientais, infelizmente, tem se tornado pautas constantes nos noticiários, o aquecimento global é uma realidade.

No caso das enchentes, é necessária a criação de soluções que já estão sendo usadas em outros países como:  Telhados verdes, cidades-esponja, diques extensos, túneis e reservatórios subterrâneos, são alguns exemplos que podem ser usados em Porto Alegre e em outras cidades brasileiras.

A educação ambiental traz a consciência em relação ao lixo acumulado, que prejudica ainda mais uma situação calamitosa. O descarte aleatório de lixo, sem a possibilidade da reciclagem, também piora o cenário catastrófico.

A mudança de hábito da população com relação ao descarte de lixo se faz urgente e necessária. 

Eu, como cidadã, me sinto motivada a rever certos hábitos como banhos demorados, responsáveis pelo desperdício de água, além do descarte consciente de lixo, medicamentos e produtos eletrônicos.

Eu, como artista, penso como a arte pode ajudar nesse processo de uma forma criativa, lúdica e educacional.

A arte como instrumento de transformação:

Com esse pensamento e com essa missão, a produtora independente paulistana, Batom Produções, liderada pela atriz, roteirista e diretora Alexia Annes, acaba de finalizar as filmagens  da sua mais recente produção original, “Sukata o Musical - a série”.

O objetivo desse projeto é a conscientização de jovens em prol do meio ambiente de uma forma descontraída e animada, utilizando a música como ferramenta para despertar a consciência de um estilo de vida mais sustentável.

O musical revela as histórias de três atendentes da doceria Delivery Pekatu, sob o comando da personagem Cláudia interpretada por Giulia Savi.

As “suketes” enfrentam o desprezo de Cláudia perante as questões da sociedade e do meio ambiente, mas seguem unidas em busca de um mundo melhor.

a sustentável leveza do ser

As “Suketes” são vividas pelas atrizes Dominique Bueno, Stefanny Leão e Alessandra Maria. Alexia Annes assina o roteiro e a direção da série.

“A arte é capaz de modificar a sociedade de forma leve e o musical é nossa ferramenta para impulsionar a cultura. As próximas gerações serão mais conscientes e artísticas, e queremos ser um canal para isso.” Resume Alexia Annes, CEO da produtora.

Durante as filmagens o set contou com todos os cuidados para a sustentabilidade: copos reutilizáveis, filmagens com mais de 80% de diurnas com luz natural, figurinos de brechó para promover a reutilização de roupas e conversas constantes com equipe e elenco para promover a consciência ambiental.

Alguns dados coletados pelos produtores da série mostram a importância do tema. A cidade de São Paulo é a que mais produz lixo no país, com cerca de 19,7 mil toneladas por dia. De acordo com a Pnad 2019 (IBGE), 84,4% das residências brasileiras são servidas diretamente pelo serviço de coleta de lixo domiciliar (geralmente feito por caminhões do sistema de limpeza urbana municipal).

No entanto, a destinação inadequada de lixo tem crescido no Brasil. A quantidade de resíduos sólidos urbanos destinados inadequadamente no Brasil cresceu 16% na última década. O montante passou de 25,3 milhões de toneladas por ano em 2010 para 29,4 milhões de toneladas por ano em 2019.

Em média, 60% dos resíduos coletados no Brasil vão parar em aterros sanitários e os outros 40% vão para lixões. Isso prejudica diretamente a saúde de 77,65 milhões de brasileiros atualmente, e gera um custo ambiental e para o sistema de saúde de cerca de US$ 1 bilhão por ano.

Em meio ao cenário crítico de São Paulo, a série aborda temas relacionados ao lixo e questões ambientais, com o objetivo de promover a conscientização coletiva por meio da cultura.

A produtora está realizando este projeto por meio do artigo 1° A da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), através de patrocínio direto.

A arte, a educação e a cultura caminham juntas nessa jornada necessária de transformação de hábitos e atitudes para que mudemos esse quadro assustador. 

Lembrando o título do romance de Milan Kundera "A Insustentável Leveza do Ser", sucesso nos anos 80, podemos fazer uma versão 2024 com o título: "A Sustentável Leveza do Ser". Através da arte podemos usufruir da leveza que a sustentabilidade cada vez mais estimulará em nossas vidas.

É fundamental a consciência ambiental e , sobretudo, a mudança de hábitos e atitudes, para que evitemos, na medida do nosso possível, tragédias como as recentes enchentes no Rio Grande do Sul.

Como o título da coluna sugere, vamos pensar fora da caixa e fora dos padrões estabelecidos pela sociedade, que se encontra em plena transformação. DeZpadronizada com Z, brincando com a liberdade de escrever seu nome do jeito que melhor lhe traduzir.

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