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Acredite: a fé é capaz de curar e muito mais!

Crer em algo fortalece a imunidade, ativa a sensação de bem-estar e reduz as chances de problemas cardíacos e até de depressão

Silvia Regina Publicado em 08/12/2015, às 16h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Acredite: a fé é capaz de curar e muito mais! - Shutterstock
Acredite: a fé é capaz de curar e muito mais! - Shutterstock
Muito se falou e ainda se fala (e também se estuda) para provar que a fé, independentemente da religião, pode influenciar positivamente na cura de doenças. Diversas pesquisas e inúmeros relatos de quem passou por um momento difícil e agarrou-se à oração sugerem isso. Um estudo publicado na revista científica da Academia Americana de Neurologia afirma que níveis mais elevados de espiritualidade e de práticas religiosas estão associados a uma progressão mais lenta de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Outro aponta que a fé diminui a chance de problemas cardiovasculares. Já uma pesquisa de 2004 que saiu no São Paulo Medical Journal, da Associação Paulista de Medicina, concluiu que a prática da prece tem relação com a melhora da saúde de pacientes com câncer. Há ainda um experimento que fala em menos chances de desenvolver depressão. E assim por diante...
O assunto é tão sério que vários médicos já o levam em consideração na hora de um tratamento. Um estudo americano publicado no Journal of the American Medical Association mostrou que mais da metade (56%) dos médicos entrevistados (o levantamento foi feito com 2 mil profissionais de diferentes especialidades) disseram acreditar que a religião e a espiritualidade têm influência significativa na saúde dos pacientes. Ou seja, visando à recuperação dos doentes, eles aliam as mais modernas técnicas que a medicina oferece atualmente à prática constante da fé. Por isso, não estranhe se um médico lhe perguntar se você acredita em alguma coisa.


Refúgio interior

Existem diversas hipóteses de como o organismo de uma pessoa com fé funciona. “Alguém que, culturalmente, cultiva a fé tem um tipo de refúgio interior quando fica doente. Isso faz com que o nível de estresse, de pânico e também de medo sejam menores”, explica o terapeuta Carlos Henrique do Amaral, do serviço de medicina integrativa do Hospital Israelita Albert Einstein, 
de São Paulo. E manter o estresse em níveis baixos é bom para todo mundo, mas principalmente para quem está com a saúde debilitada. Segundo o especialista, quanto menos nervosismo ou ansiedade, maiores as chances de cura, pois o tratamento tende a ser um sucesso. Já para aquelas pessoa que entram em pânico e não têm para onde correr quando o assunto é espiritualidade, tudo fica um pouco mais difícil.



Atitude positiva

Alguns pesquisadores defendem a teoria de que as pessoas que exercitam a fé encontram um sentido diferente na vida, o que as faz ter mais esperança e atitudes positivas. Há ainda uma linha de estudo que afirma que essas pessoas tendem a ter menos comportamentos de risco, como exagerar no álcool ou fumar, por exemplo. Ou seja, o organismo delas seria mais forte do que o de alguém que não se apega a nada.



Recuperação mais rápida

Conectar-se consigo mesma durante uma sessão de meditação, por exemplo, conta muito quando o assunto é a manutenção da nossa saúde (tanto física quanto mental). Cientificamente, já se sabe que quem medita consegue entender melhor o momento que está passando – sabe que hoje pode estar saudável, mas que amanhã algo pode mudar. E isso dá mais serenidade. De acordo com Amaral, essa pessoa se mantém calma e sossegada, e essa é a chave para uma recuperação mais rápida e tranquila. Vale, inclusive, para quem enfrenta uma doença terminal. “A calma permite que permaneçamos conscientes e, mesmo com o problema que estamos enfrentando, conseguimos nos recolher interiormente e cultivar um sentido de esperança. E isso funciona não só na hora de lutar para sobreviver, mas ajuda também a contextualizar o momento presente e a fazer resgates internos e com pessoas próximas”, afirma o terapeuta.



E a fé ao seu redor?

Pode até parecer estranho, mas a fé dos outros também influencia na nossa saúde. Se o doente está cercado de pessoas que creem, constrói-se um ambiente de recolhimento, uma atmosfera de amor que o acolhe e o deixa mais sereno. Esse ambiente contribui de forma positiva. Já as pessoas pessimistas, que acham que tudo vai dar errado, acabam transmitindo medo e apreensão, o que não ajuda em nada na recuperação. 



O assunto é levado tão a sério que muitos médicos consideram a fé na hora do tratamento
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