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Alerta contra reumatismo: entenda como identificar e o momento de tratar

Atualmente, mais de 15 milhões de brasileiros sofrem com doenças reumatológicas

Karla Precioso Publicado em 10/04/2022, às 08h00

Entenda mais sobre as doenças relacionadas ao reumatismo - Unsplash
Entenda mais sobre as doenças relacionadas ao reumatismo - Unsplash

Muitas pessoas nem imaginam quantas patologias estão envolvidas na terminologia reumatismo e suas consequências. São mais de 120 males que têm em comum um desafio: o diagnóstico precoce. Em apenas um ano, foram registradas no país 40.014 hospitalizações devido a essas enfermidades. Para os mais de 15 milhões de pacientes reumáticos, o Brasil conta com apenas 2.727 profissionais da área, segundo a Demografia Médica no Brasil, realizada em 2020. Ainda, 864 deles estão em São Paulo e 268 no Rio de Janeiro. Ou seja, as extremidades do país estão desfalcadas em relação aos especialistas. 

A questão é, segundo o Datasus, de setembro de 2019 a agosto de 2020, 100 pessoas por dia foram internadas por conta de problemas reumatológicos. O fundamental para amenizar as consequências das doenças e adotar o melhor tratamento é se consultar com o profissional certo. 

Pioneiro na luta contra o reumatismo no país e médico na Cobra Reumatologia, Jayme Fogagnolo Cobra, explica a importância da especialidade correta.

O QUE É?

Popularmente conhecidas como reumatismo, as doenças reumáticas representam um conjunto de diferentes males que acometem o aparelho locomotor, ou seja, ossos, articulações (“juntas”), cartilagens, músculos, tendões e ligamentos. Além disso, algumas delas podem comprometer outras partes e funções do corpo, como rins, coração, pulmões, olhos, intestino e até a pele.

QUAIS SÃO AS DOENÇAS?

Existem mais de uma centena delas. As mais comuns são osteoartrite, também conhecida como artrose, fibromialgia, osteoporose, gota, tendinites e bursites, febre reumática, artrite reumatoide e outras
patologias que acometem a coluna vertebral.

SINTOMAS

  • Dores nas articulações, principalmente por mais de seis semanas;
  • Vermelhidão, calor e inchaço nas articulações;
  • Dificuldade para movimentar as articulações ao acordar;
  • Dores ao esticar os braços sobre a cabeça;
  • Dores ao elevar os ombros até tocar o pescoço.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

“O diagnóstico precoce é a chave para o sucesso no tratamento. Quanto mais rápido colocamos a doença em remissão - um estágio no qual a doença
fica inativa, quase ‘dormindo’ - , menores são as chances de sequelas irreversíveis. E são essas sequelas que contribuem para o sofrimento crônico dos doentes”. O tratamento precoce proporciona uma qualidade de vida muito próxima ao normal (muitas vezes, nem se percebe que a pessoa tem alguma doença). 

“Identificar os sintomas precocemente é tão importante, que impacta diretamente no prognóstico das doenças mais conhecidas, como artrite reumatoide, artrite psoriática, espondilite anquilosante, osteoartrite (artrose), osteoporose, lúpus, vasculites, entre outras”, explica o especialista.

MITOS

De acordo com Jayme, ainda há mitos que dificultam a conscientização quanto ao diagnóstico. Um exemplo: imaginar que essas doenças estão restritas a idosos. A maioria dos males tem início entre a terceira e quinta décadas de vida - este é um dos motivos pelos quais muitas pessoas, quando apresentam os primeiros sintomas, buscam outras especialidades, geralmente um ortopedista, e não imaginam que aqueles sintomas possam ser os primeiros alertas para uma doença reumatológica.
Todo esse contexto mostra a importância da reumatologia e, consequentemente, o tratamento correto.

REUMATOIDE X REUMATISMO

Artrite reumatoide: trata-se de uma doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, podendo provocar inchaço e dores, principalmente nas mãos e pés.

Reumatismo: a doença é uma afecção aguda, crônica, com quadro de dor articular ou alterações