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Antes tarde do que nunca

Sabe quando bate aquela preguiça de mudar a realidade? Será que a gente não está acomodado demais? Veja como enfrentar os seus medos e fazer o hoje valer a pena. Vai que dá!

Redação Publicado em 04/02/2016, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

1003 - SHUTTERSTOCK
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Acredite: o seu momento não passou!

O mais comum é colocarmos o limite de tempo como desculpa para não realizar coisas: não mudar de carreira, porque se acha velha; não romper um relacionamento, porque ele tem anos; não se redimir de uma culpa que a angustia, porque é passado... No livro Antes Tarde do Que Nunca (Editora Gente, R$ 19,90), o autor Gilberto Cabeggi faz uma analogia interessante. Ele recorda que, no mundo do futebol, muito se repete a célebre frase: o jogo só acaba quando o juiz apita. E, de fato, muitos placares são alterados nos minutos finais. Assim também é a vida; enquanto ela está se desenrolando, ainda é tempo de mudar a realidade. “Quantas vidas poderiam ser radicalmente transformadas para melhor se as pessoas entendessem que ainda têm tempo para mais um chute a gol?”, enfatiza o autor. A chave para subir o degrau é o querer – quando o desejo é forte, damos um jeito de resolver.

Agir mais do que só fazer projetos

Se ainda lhe faltam razões para acreditar que pode fazer diferente e melhor, independentemente do momento ou da idade que vive agora, aí vão alguns casos inspiradores. Você sabia que o americano Raymond Albert Kroc lançou a rede de fast food McDonald’s aos 52 anos? Aqui no Brasil também temos exemplos ilustres: o empresário carioca Roberto Marinho fundou a Rede Globo quando tinha 60 anos e a poetisa goiana Cora Coralina lançou o primeiro livro aos 75 anos! Isso não quer dizer, no entanto, que concretizar projetos lá na frente é garantia de sucesso. Vencer o medo e dar o primeiro grande passo – seja fazendo a matrícula num curso ou entrando em contato com quem deseja se reconciliar – é uma atitude difícil, mas essencial para encaminhar bem as ações seguintes. Se o seu desejo envolve mudanças bruscas, como, por exemplo, migrar de um emprego estável para um novo desafio, melhor não ter pressa. Ir na direção certa é mais importante do que ir a toda a velocidade. Analise as opções viáveis e trace um plano real. Assim, você pode ir se aventurando aos poucos na nova área, como um hobbie, para adquirir experiência e autoconfiança e adiante fazer uma transição tranquila. As dificuldades virão, certamente, mas estamos sujeitos a elas em qualquer fase da vida. Aliás, são os percalços que nos dão a oportunidade de buscar todo o nosso potencial e descobrir talentos para enfrentar coisas esquecidas ou inimagináveis. Tropeçou? Não há nada de mal em fazer o caminho de volta ou dar um passo para trás. A capacidade de começar e recomeçar, quantas vezes forem necessárias, existe em cada um de nós - basta querer. Lembre-se: em nome da felicidade vale, sim, arriscar!

Os vilões da transformação 

Imediatismo: é aquela mania de desistir de alguma coisa por não ter paciência de esperar o tempo necessário para os acontecimentos. “Se o resultado não aparece rapidamente, a pessoa começa a achar que aquilo não é para ela. Daí se contenta com algo mais simples e que representa muito menos do que ela deseja ou merece”, diz Gilberto Cabeggi. Vontade e persistência resolvem isso!


Inércia: uma frase famosa, atribuída a Albert Einstein, diz: “Insanidade é repetir as mesmas ações e esperar resultados diferentes”. E é exatamente esse erro que a inércia nos leva a cometer: repetir no presente as atitudes do passado ou fazer coisas que nada têm a ver com a vocação ou com os desejos. Para mudar, é preciso se lançar ao novo. Mesmo que você se assuste no início, esse 
é o único jeito de se superar.


Adaptação negativa: o ser humano tem uma incrível capacidade de aprender a conviver com as mais diversas situações (por mais difíceis que sejam!). Porém, isso nem sempre é positivo. “As pessoas se adaptam também com o que nada tem a ver com a alma delas. Criam apego à conveniência”, salienta Gilberto. Analise com atenção: há quanto tempo você se mantém numa zona de conforto que, na realidade, já está para lá de desconfortável? 





Fonte: escritor Gilberto Cabeggi (SP), especialista em comportamento humano; psicóloga Camila Cury (SP), especialista em análise comportamental e Diretora pedagógica do Augusto Cury Cursos - Centro de Educação e Saúde Emocional.