Artrite: o tratamento deve ser pra sempre

Você já deve ter ouvido alguém reclamar de dor “nas juntas”. Esse incômodo, pra lá de comum, não ataca apenas idosos, como muita gente pensa. Conheça melhor o problema, que pode ter causas bastante variadas

quinta 24 dezembro, 2015
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999 a 1001 Foto:shutterstock
Movimentos simples, como subir escadas, espremer uma fruta ou pregar um botão podem parecer missões impossíveis para quem tem problema nas articulações. É que para que a gente consiga fazer tudo isso sem reclamar, elas, que são as conexões entre os nossos ossos, precisam estar funcionando perfeitamente. 
E a artrite, que é o processo inflamatório das articulações, é uma das principais vilãs. Dor, inchaço, endurecimento e dificuldade para movimentar os membros são alguns dos sinais, bem chatos, diga-se de passagem. Segundo o reumatologista Levi Jales Neto, da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, estima-se que existam mais de 100 tipos de artrites. Elas podem ter causas autoimunes, infecciosas, degenerativas, traumáticas etc. “Entre as mais comuns estão a artrose, a artrite reumatoide e o lúpus eritematoso sistêmico. Entenda melhor cada uma delas e saiba o que é possível fazer para se prevenir.  

Diagnóstico 

Como vimos acima, os tipos de artrite são vários, e todos merecem atenção. Se você tem sentido dor nas juntas ou notado inchaço, endurecimento e dificuldade de movimentação, principalmente após um período de repouso, procure um médico. Para chegar ao diagnóstico, ele irá avaliar o histórico do paciente, fará um exame físico e solicitará alguns complementares, como radiografia, ultrassonografia, ressonância magnética, anticorpos, estudo genético etc. 

Tratamento

Como não tem cura, apenas controle, é preciso cuidar da artrite pela vida toda. Dependendo do tipo da doença (veja as mais comuns na pág. ao lado), podem ser necessárias medicações para dor, anti-inflamatórios, imunossupressores, seções de fisioterapia e de terapia ocupacional, além de atividade física, sempre prescrita pelo médico.  “Assim como nos casos de pressão alta”, compara Licia H. da Mota, presidente da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia. 

Prevenção

Ainda não se conhece uma maneira de prevenir as artrites autoimunes – aquelas em que, por algum motivo, o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo. Portanto, o diagnóstico precoce e um tratamento adequado são importantes para evitar danos articulares. 
Já para prevenir a artrose, é bom fortalecer os músculos, além de controlar o peso e evitar quedas. Nesse caso, o uso repetitivo das articulações também pode causar danos à cartilagem e, consequentemente, às juntas.

Crianças e jovens também na mira 

Existem mais de 100 tipos de artrite, e cada uma tem o seu público-alvo. A versão reumatoide, por exemplo, ataca mais as mulheres com idades entre 35 e 50 anos. Já nos idosos, a mais comum é a artrose, que pode progredir rapidamente. “A herança genética, os hormônios e fatores externos, como o cigarro, podem facilitar o surgimento da doença”, esclarece Licia. 
E você pode se surpreender com a notícia de que crianças e adolescentes também podem sofrer com ela. Nesse caso, é a chamada artrite idiopática juvenil, e ainda não se sabe a causa. “Ela se manifesta da forma clássica, com dor e edema nas articulações, mas também com inchaço nos olhos. Pode até levar à perda da visão”, explica a especialista. No Brasil, não há dados sobre o problema, mas acredita-se que, assim como as estatísticas mundiais, há dois casos para cada mil pessoas. O tratamento é parecido com os demais tipos da doença.

Os tipos mais comuns de artrite

❱❱ Osteoartrite ou artrose é degenerativa, crônica e ataca as articulações que são expostas à sobrecarga e a atividades repetidas. Os sintomas são dor e estalos ao se movimentar. Mãos, pés, joelhos e coluna são as regiões mais afetadas. 

❱❱ A artrite reumatoide é autoimune, crônica e ataca várias articulações ao mesmo tempo. Normalmente as mãos, punhos e pés, causando dor, inchaço e rigidez matinal por mais de uma hora.

❱❱ O lúpus eritematoso sistêmico também é autoimune e causa inflamações em diversos locais de uma vez, como mãos, tornozelos, cotovelos, ombros e joelhos. Geralmente, está associada a sintomas como queda de cabelo, perda de peso e fadiga fora do normal. Esse tipo pode se agravar e acarretar convulsão, inflamação no pulmão, no coração e também nos rins.


Karina Fusco
Atualizado quarta 7 agosto, 2019 (1010061)
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