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Câncer de mama e sexo: eles convivem, sim!

A doença afeta mesmo a libido da mulher e a sexualidade acaba ficando de lado. Mas, com tranquilidade, é possível driblar a situação

Patricia Gebara Publicado em 11/11/2015, às 15h17 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

saude outubro - shutterstock
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A  ssim que descobre o câncer de mama, a vida da mulher muda e tudo fica condicionado à doença. Ações que faziam parte do cotidiano passam a ser difíceis e cada vez mais raras. O sexo é uma delas. Apesar de ser importante para a saúde física e psicológica, muitas vezes é deixado de lado, seja por cansaço, indisposição ou baixa autoestima. Mas não precisa ser assim! Além de ajudar a recuperar o amor-próprio, transar aproxima o casal e faz a vida mais leve. Aproveitar essa etapa para descobrir uma nova mulher, mais segura, confiante e com muita vontade de viver vale muito a pena!

Entenda e respeite seus limites!

Em alguns momentos, até dá pra tentar entrar no clima, mas em outros não. O importante aí é conversar com o parceiro para ele entender que é necessário ter calma nesse momento de fragilidade. Não adianta vir com tudo! É preciso cuidado e carinho pra fazer do sexo um momento prazeroso aos dois. 

Chega de dor

A quimioterapia compromete a lubrificação, o que costuma causar dor no sexo. Flávia Flores, escritora e autora do projeto Quimioterapia e Beleza (bit.ly/1FOZH22), conta o que funcionava com ela: “Para tudo ficar bem úmido, aplicava lubrificante à base de água  com uma seringa em todo o canal vaginal”. É importante não ter vergonha e conversar com o médico sobre isso. Ele certamente dará outras dicas.

Fale com ele

Às vezes, tem mulheres que não conseguem fazer sexo, nem com lubrificante. Isso pode ser por causa da baixa autoestima ou do nervosismo. O melhor, nesse caso, é falar com o parceiro e ouvir o que ele tem a dizer. É fundamental que a mulher escute que o amor continua e que ele nem liga para a careca ou cicatrizes.

Formas de amor

Sexo não é só penetração. Tem o sexo oral, as preliminares... Apostar em outras posições também ajuda. Por exemplo, 
se a mulher está desconfortável com os seios, que tal transar de sutiã ou ficar de costas? Facilita a penetração e o contato com 
as mamas não é tão direto. 

Sem insegurança! 

As mamas podem estar deformadas, a cabeça sem cabelo, mas a mulher precisa ter em mente que ela não é o câncer. Deixar com que a doença tome conta da vida é um erro. O segredo é permitir-se, seja com uma lingerie sensual ou dizendo em voz alta, em frente ao espelho, que se sente linda. “Conheci um namorado após postar uma foto careca. Ele disse que eu estava linda! Depois, eu ficava com vergonha de fazer sexo sem lenço. Só após ele declarar seu amor pela minha careca que eu tirei (risos)”, diz Flávia. 

Lingerie do bem 

Ana Claudia Nalini, de 22 anos, decidiu fazer do seu Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade de design de moda uma boa ação. Depois de perceber que as lingeries para mulheres que retiraram as mamas eram sem graça, criou uma marca com estética sensual especialmente para elas. Com a ajuda da Flávia (foto acima) e de mulheres guerreiras do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, fez a campanha da Lótus. Com rendas e muito sensuais, as peças têm um compartimento para colocar o enchimento. 
Em breve, os sutiãs estarão à venda! Eles custam cerca de R$ 80. Atualmente, Ana fabrica da numeração 40 até a 50, mas pretende ampliar logo, logo. Para saber mais, acesse: on.fb.me/1NblVvX