Comer demais (ou de menos) pode ser um grave problema

Os tratamentos envolvem mudanças de comportamento diante dos impulsos alimentares

domingo 12 maio, 2019
Quando o espelho vira o pior inimigo
Quando o espelho vira o pior inimigo Foto:Shutterstock

Os transtornos alimentares (TA) são distúrbios mentais com comportamentos relacionados à comida e ao controle do peso que  fazem mal à saúde física e psíquica. 

Negativos, resultam em perda ou ganho perigoso de peso, alimentação inadequada de aquisição e estados depressivos e ansiosos. 

Frequentemente, estão associados à culpa e vergonha. Embora as causas sejam desconhecidas, fatores psicológicos, culturais e sociais podem disparar o problema. 

Estudos mostram maior incidência de casos em famílias com histórico de membros com o distúrbio. Fatores psicológicos e ambientais também estão relacionados, como abuso infantil, idealização e pressão social pelo corpo ideal.

Entre os TA, destacam-se: Anorexia Nervosa. Peso abaixo do mínimo esperado para idade e sexo, pouca ingestão de calorias, comportamento que evita engordar e distorção da autoimagem. 

É comum haver ausência de menstruação. Bulimia Nervosa. Consumo  compulsivo de alimento seguido de compensação para não engordar, como provocar vômito, tomar laxante, fazer jejum e malhar muito. 

O peso não é baixo. Ele pode ser normal ou elevado. Transtorno do  Comer Compulsivo. Consumo de muita comida rapidamente, mas sem compensação. A maioria é obeso. Há casos mais e menos graves de TA. E ficam piores, com risco de suicídio, quando associados com depressão, alcoolismo, ansiedade. 

Os TA podem matar por complicações (inanição, ruptura do estômago por vômito pós enorme consumo de alimentos...). Porém, muitos pacientes são curados ou conseguem controlar o transtorno. 

Os tratamentos envolvem mudança de comportamentos diante dos impulsos alimentares e, inicialmente, medicamentos. Terapia cognitivo-comportamental, métodos de relaxamento e controle mental  (ioga, mindfulness) e psicoterapias analíticas também ajudam.

O caminho para a cura
Programas sociais para valorização da aparência e da desidealização do corpo trazem bons resultados, em especial para crianças e jovens. O tratamento é multiprofissional e pode necessitar de várias especialidades médicas, como nutrólogos, endocrinologistas, cardiologistas, ginecologistas, nutricionistas e outras terapias (arteterapia, ioga).

Mulheres são as principais vítimas 
A anorexia ocorre em 1% da população mundial. Já a bulimia, de 1% a 2,6%. A maioria das vítimas é de mulheres. Os dois problemas surgem na adolescência. O comer compulsivo ocorre em 2% a 3,5% da população, em adultos jovens (cerca de 20 anos) e igualmente entre homens e mulheres.

LUIZ SCOCCA É psiquiatra com mais de 20 anos de atendimento em consultório próprio, além da participação em grupos de estudo, congressos e projetos sociais. Formado pela USP e membro das associações brasileira e americana de psiquiatria: ABP e APA.
 

Da Redação
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