Conheça a evolução no tratamento do câncer de mama

Especialista comenta a evolução do tratamento de câncer de mama

sábado 17 agosto, 2019
Estudos mostram que, de 1989 a 2016, a mortalidade em mulheres com câncer de mama caiu 40%
Estudos mostram que, de 1989 a 2016, a mortalidade em mulheres com câncer de mama caiu 40% Foto:Banco de Imagem/Shutterstock

Estudos mostram que, de 1989 a 2016, a mortalidade em mulheres com câncer de mama caiu 40%. Isso já demonstra o avanço no tratamento da doença. 

Nos tempos mais antigos, a solução era a cirurgia com a remoção radical da mama e da pele que a envolve. No final do século XIX, surgiu a possibilidade de usar a radiação no local do tumor e de se remover os ovários para ajudar no controle da doença. 

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Já em meados do século XX, se percebeu que, ao remover os ovários, se reduzia a produção hormonal e, consequentemente, controlava-se o câncer. Essa descoberta deu início, então, ao tratamento hormonal. 

A quimioterapia surgiu em meados dos anos 50. No final dos anos 70, aplica-se a poliquimioterapia, com uso de várias drogas em conjunto para diminuir o risco de recidiva. Em 1971, cria-se o NCI (National Cancer Institute), com investimento para o avanço das pesquisas para erradicação do câncer. 

Desde então a sobrevida das pacientes melhorou. Junto à evolução do tratamento, vieram os exames de prevenção e diagnósticos mais precisos e precoces. Também cresceram as cirurgias menos invasivas e cirurgias plásticas reparadoras. 

Na década de 90 surgem drogas mais efetivas, e a radioterapia e cirurgias conservadoras ganham espaço. O novo século traz avanços no uso de terapias alvo com a descoberta de mecanismos intracelulares e alterações genéticas específicas dos tumores. 

Em 2003, a era da genômica se inicia. Após 2010, o desenvolvimento de terapias específicas e a personalização do tratamento se torna realidade, trazendo resultados superiores. 

O que tudo isso significa? Que de 1973 para cá, a taxa de sobrevida saltou consideravelmente. E que a evolução da medicina trouxe grande alento e benefícios, mas ainda há o que melhorar – e as condições para isso existem. Ano após ano, a ciência segue avançando para preservar cada vez mais a saúde e a alegria de viver.

ALEXANDRE PUPO é ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, obstetra, membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Ele também é mastologista e membro titular do núcleo de mastologia do Hospital Sírio-Libanês. É diretor clínico da Clínica Souen, onde atende: www.clinicasouen.com.br

Da Redação
Atualizado domingo 18 agosto, 2019 (1074415)
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