AnaMaria

É o momento de prestar atenção nos rins

A hipertensão e diabetes podem ser vilões que prejudicam o órgão

Da Redação Publicado em 25/05/2019, às 18h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h47

Mulheres precisam dar ainda mais atenção ao órgão! - iStock
Mulheres precisam dar ainda mais atenção ao órgão! - iStock

Para o Ministério da Saúde, no Brasil, o envelhecimento populacional e as doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes, estão entre os vilões que prejudicam esses órgãos. Defenda-os!

Estima-se que, no mundo, 850 milhões de pessoas tenham doença renal. A versão crônica (DRC) mata, pelo menos, 2,4 milhões ao ano. “Nós temos dois rins, que estão localizados na região posterior do abdome. 

Eles são vermelho-escuros e têm forma de um grão de feijão. No adulto, pesam de 120 g a 180 g e medem de 10 cm a 13 cm”, explica Andrea Pio de Abreu, nefrologista e secretária-geral da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). 

Trata-se de órgãos multifuncionais que filtram o sangue para devolvê-lo limpo ao coração. “Além disso, mantêm a acidez do sangue e a água do corpo adequadas, produzem hormônios relacionados ao surgimento das hemácias e são incumbidos de desenvolver a vitamina D, essencial para o crescimento saudável dos ossos e dos dentes”, esclarece. 

Para ajudá-la a ficar de olho na saúde desse órgão, descubra quais os fatores de risco, como identificar um possível dano e as medidas para evitar problemas nos rins.

PROBLEMAS RENAIS
A doença renal crônica consiste na perda progressiva e irreversível de todas as funções dos rins. Em geral, a lesão renal ocorre ao longo de meses a anos, fazendo com que a doença evolua para estágios mais avançados. 

As principais causas são a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus. “Estudos estimam que um em cada dez pessoas tenha algum grau de doença renal crônica, embora a incidência e prevalência variem de região para região. 

Além disso, a mortalidade por essa doença no Brasil aumentou 44% nos últimos dez anos, tornando a décima causa de morte no país”, revela Daniel Calazans, nefrologista e vice-presidente da SBN.

O DIAGNÓSTICO
Os exames de rastreio são muito simples e disponíveis na rede pública de saúde: é feito o exame de urina e a dosagem de creatinina no sangue. 

“Com estes dois testes já é possível detectar se há alguma disfunção renal. Caso eles estejam alterados, são necessários outros exames, como o de imagem (ultrassonografia). Porém, vale ressaltar que a doença renal crônica progride por muito tempo e de forma assintomática. Em geral, os sintomas, como mal-estar, perda de apetite e pressão alta, só vão surgir nos estágios mais avançados da doença”, explica Andrea.

FATORES DE RISCO DA DOENÇA
Pessoas diabéticas e hipertensas, sem tratamento adequado por vários anos, possuem maior risco de desenvolverem o problema.

Outros fatores de risco são: histórico de doença renal na família, pacientes com doença cardiovascular, idosos, obesos e o uso excessivo de medicamentos que prejudicam os rins, como alguns tipos de antiinflamatórios e antibióticos.

Crianças com malformações do trato urinário, refluxo vesico-ureteral associado a infecções urinárias recorrentes, doenças glomerulares e doenças hereditárias também podem desenvolver o problema.

EXISTE TRATAMENTO?
Infelizmente, não. Mas dá para retardar a progressão da doença, quando descoberta a tempo. Medidas como controle adequado da pressão arterial no hipertenso, da glicemia no diabético e o uso de determinadas classes de anti-hipertensivos, que são considerados protetores para os rins, são fundamentais para evitar a evolução rápida da doença. 

Porém, caso já esteja avançada, indica-se o tratamento Terapia Renal Substitutiva. Como funciona? Ela substitui da melhor forma possível a função dos rins.

PREVENÇÃO
É fundamental que o indivíduo tenha alimentação balanceada, pratique atividades
físicas, controle o peso corporal, evite uso de medicamentos sem orientação médica, reduza ou interrompa o consumo de álcool e não fume.

DICAS PARA CUIDAR DOS RINS
Tenha hábitos de vida saudáveis: alimentação equilibrada e atividades físicas regulares.

Hidrate-se adequadamente.

Evite excesso de peso. Caso esteja obeso(a), procure um endocrinologista e um nutricionista.

Converse com sua família. Se há histórico do problema, este é um fator de risco para você.

Possui o diagnóstico de diabetes ou hipertensão? Então, procure tomar os medicamentos de forma adequada e passe em consulta regularmente. Lembre-se: essas duas doenças, em geral, são assintomáticas.

Fez exames que constataram algum problema renal? Procure um nefrologista para avaliação e concentre-se em condutas adequadas ao quadro.