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Entenda porque a banheira de gelo é a queridinha de Cauã Reymond

A técnica da banheira de gelo serve para melhorar a saúde do corpo e da mente

Da Redação Publicado em 24/03/2022, às 10h29

Entenda porque a banheira de gelo é a queridinha de Cauã Reymond - Instagram/@cauareymond
Entenda porque a banheira de gelo é a queridinha de Cauã Reymond - Instagram/@cauareymond

Cauã Reymond, Diego Hypolito e Felipe Tito já se mostraram grandes fãs da banheira de gelo, uma técnica para melhorar a recuperação corporal e trabalhar o psicológico. Pensando nisso, a Anamaria Digital conversou com o professor de yoga e meditação, Carlo Guaragna para contar como tornar a prática um hábito, quais os benefícios e os cuidados para quem quer começar a praticar essa técnica.

A banheira ganhou fama com Wim Hof, que apareceu em diversos programas de televisão internacionais quebrando recordes de quem ficava mais tempo dentro de lagos mega frios. De acordo com Guaranga, dentre os benefícios, estão: mais energia, melhorar a imunidade, melhora o sono, aliviar dores e muito mais.

No entanto, para ele o maior ganho está na parte mental: “O que eu, particularmente, mais gosto desta prática é o enfrentamento diário do medo que o ser humano tem da vulnerabilidade. Sim, ao trocar olhares com uma banheira de gelo você sentirá medo e vencer isto diariamente é o maior benefício psicológico para mim”, revela.

Com 10 anos de experiência, o professor conta ainda que já conhecia a técnica uma vez que no Yoga também existem práticas de enfrentar intempéries. “Sou adepto há alguns anos. Foi um passo que se eu morasse em um país no qual os lagos congelam, já teria dado antes, mas a logística da compra de uma caixa d’água, comprar gelos e tudo, retardou o processo”, explica.

Para quem deseja inserir o hábito dentro da rotina, o professor indica que a melhor maneira é começar de maneira gradual. Segundo Carlo, não há necessidade de começar já com um banheira super gelada, o mais indicado é utilizar o poder de adaptação do corpo para tornar esse processo mais suave.

“Começar o treinamento no verão com banhos gelados e mantê-lo durante o inverno já é um desafio grande, mas palatável. No percurso entre verão e inverno, mantenha o hábito do banho gelado e quando chegar o verão novamente comece a imersão no gelo, sustentando a prática também durante o inverno”, recomenda.

Muitas pessoas até conseguem tomar um banho gelado ou entrar na banheira cheia de gelo, mas acabam saindo por não aguentar a temperatura. O professor ressalta que é essencial pensar na respiração, primeiro inspirando e expirando de maneira entrecortada, depois de maneira mais longa e por fim fazendo uma retenção: “O tempo sugerido de prática é 12 minutos por semana a ser dividido, preferencialmente, em 6 imersões de 2 minutos, podendo variar conforme a experiência do praticante”.

Por fim, Carlo aconselha que é preciso ter cuidado para não entrar em um estado de hipotermia. O ideal nesse método é evitar ao máximo contrair os músculos, pois assim o sangue vai manter os órgãos vitais internos aquecidos.

“Quem possui algum tipo de doença como urticária ou hipersensibilidade ao frio, crioglobulinemia, doença cardíaca grave, Epilepsia, problema vascular periférico, circulação prejudicada, hemoglobinúria paroxística ao frio não deve praticar a banheira de gelo. Assim como quem tem feridas abertas/pele quebrada, sensação de pele anormal/alterada ou que estão sob influência de drogas ou álcool. Idosos a partir de 70 anos e crianças menores de 15 também devem evitar se expor às baixas temperaturas”, finaliza.

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