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Bem-estar e Saúde / SAÚDE FEMININA

Esposa de Bonner retira mioma no útero; entenda o que é e seus riscos

Esposa de William Bonner, Natasha Dantas foi submetida a uma histeroscopia e se recupera

Milena Garcia, repórter da AnaMaria Digital Publicado em 26/11/2021, às 16h23 - Atualizado às 16h31

Jornalista prestou apoio à recuperação da esposa - Instagram/@natashadantasb
Jornalista prestou apoio à recuperação da esposa - Instagram/@natashadantasb

A fisioterapeuta Natasha Dantas, esposa de William Bonner, revelou através do Instagram, na última quarta-feira (24), que foi submetida a uma histeroscopia para a retirada de um mioma (tumor benigno formado por tecido muscular) no útero. O problema foi descoberto há cinco anos, mas despertou a atenção dos médicos só agora devido ao crescimento.

“Faço exame preventivo anualmente e isso ajuda a descobrir probleminhas, na maior parte das vezes, em fase inicial. Esse ano vimos que esse cisto cresceu e começou a apresentar alguns sintomas. Fui atendida por duas ginecologistas e ambas decidiram retirá-lo”, explicou. 

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os miomas uterinos atingem cerca de 80% das mulheres em idade fértil. Apesar disso, poucas delas recebem o diagnóstico devido ao fato de não apresentarem sintomas - ao contrário do que aconteceu com Natasha. 

O mioma da fisioterapeuta foi detectado com 2 cm de diâmetro e chegou aos 3 cm até o dia em que foi retirado através da histeroscopia. Dantas garantiu que tudo correu bem durante o procedimento e ela está se recuperando em casa ao lado do marido. 

Assim como fez Natasha Dantas, é fundamental realizar o acompanhamento ginecológico e os exames preventivos para garantir o diagnóstico precoce e o tratamento adequado quando há necessidade. O ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein, explica sobre os riscos do problema em entrevista à AnaMaria Digital

O QUE É 
Mioma é uma neoplasia benigna composta de fibras musculares lisas da parede do útero que crescem de forma desordenada e enovelada, formando um pequeno nódulo. “O que a Natasha tinha era um mioma que crescia da parede do útero para dentro da cavidade uterina - também chamada de cavidade endometrial, onde a gravidez se instala”, pontua Pupo. 

As causas para a formação desses miomas, que podem ser únicos ou múltiplos, são desconhecidas pela ciência. Entretanto, é de entendimento geral que estão relacionadas a fatores hormonais e podem diminuir de tamanho após a chegada da menopausa. A boa notícia é que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, esses tumores benignos não são capazes de evoluir para malígnos. 

Entre os sintomas, conforme explica o médico, estão o maior volume de sangramento durante o período menstrual e as cólicas severas. “Esse tipo de mioma aumenta a superfície de sangramento e altera a circulação sanguínea local”, justifica. 

PROCEDIMENTO
Apenas uma avaliação médica, através de um exame físico e/ou ecografia pélvica transvaginal, poderá determinar a necessidade de retirar o mioma. Também é possível realizar um tratamento medicamentoso a depender dos sintomas e evolução dos nódulos. 

Uma dessas possibilidades é a histeroscopia, procedimento minimamente invasivo utilizado no caso de Natasha. O ginecologista explica: “É realizado através da vagina, passando pelo canal do colo uterino e adentrando o útero. Ele permite que se veja dentro e que se façam pequenos procedimentos”. 

Nesse caso, o mioma é identificado através de um aparelho chamado histeroscópio e removido com o auxílio de um ressectoscópio, que ‘fatia’ o nódulo em pequenos fragmentos a serem retirados através do colo do útero. A área cortada internamente se cicatriza por conta própria alguns dias após o procedimento. 

“Um mioma de 3 cm, como no caso, já é considerado de tamanho médio. É um procedimento relativamente rápido, de 40 minutos a uma hora, anestesia intradural ou sedação profunda”, detalha o profissional.

RECUPERAÇÃO
Como mencionado por Natasha Dantas, a recuperação da histeroscopia costuma ser tranquila às pacientes. “Pode haver um pouco de sangramento, com duração de até uma semana, sendo comum cólicas durante 24h. É aconselhada uma pausa sexual e que não sejam feitos banhos de imersão (banheira, piscina, rio) por cinco dias”, recomenda o ginecologista.