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Esquizofrenia: saiba os principais sintomas e quais são os tratamentos

Geralmente, a condição se inicia com uma simples apatia no final da adolescência

Da Redação Publicado em 19/04/2020, às 14h30

O objetivo de todo o tratamento é que pacientes possam levar uma vida normal - Banco de Imagem/Pixabay
O objetivo de todo o tratamento é que pacientes possam levar uma vida normal - Banco de Imagem/Pixabay

Esquizofrenia é um transtorno mental grave de evolução crônica que envolve sintomas do mais amplo espectro e difícil diagnóstico, com surtos psicóticos e degradação da cognição e dos afetos. 

A psicopatologia tem feito enorme esforço no intuito de entender e classificar a esquizofrenia de modo a trazer um maior benefício clínico para os pacientes, os médicos, psicólogos, terapeutas e pesquisadores de todas as áreas relacionadas. Até recentemente era dividida em subtipos, como paranoico, catatônico, entre outros. 

O atual manual diagnóstico (DSM-V) abandonou essa classificação por trazer pouco significado na prática clínica e pouca validade científica. Assim, o diagnóstico atual implica em haver ao menos dois dos seguintes sintomas: alucinações, delírios, discurso e comportamento desorganizados e isolamento social. 

Os pacientes podem levar uma vida normal (ter um emprego, estudar). É o objetivo de todo o tratamento. Quanto mais precoce a intervenção, melhor o prognóstico. Muitos são casados, com filhos, trabalham e até são laureados com prêmios, como o Nobel de economia de 1994, John Forbes Nash, retratado no filme Uma Mente Brilhante. 

Mas, infelizmente, também é verdade que a doença pode incapacitar, particularmente se o tratamento for precário ou inexistente. 

A psicologia e a psiquiatria são os pilares do mesmo, juntamente enfermeiros e auxiliares, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, e que trabalham conjuntamente com as famílias para sanar e prevenir os surtos, fornecer psicoeducação para treinar os familiares cuidadores e reintegrar socialmente o portador. 

Quanto à medicação, embora antidepressivos, ansiolíticos possam fazer parte, o tratamento medicamentoso é centrado em antipsicóticos. 

Eles basicamente são antagonistas de receptores de dopamina, que é uma substância produzida no cérebro e que está envolvida com a psicose. Não há cura para a doença, e sim o seu controle. 

LUIZ SCOCCA é psiquiatra com mais de 20 anos de atendimento em consultório próprio, além da participação em grupos de estudo, congressos e projetos sociais. Formado pela USP e membro das associações brasileira e americana de psiquiatria: ABP e APA.

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