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Fisioterapia Pélvica: entenda os exercícios que Viviane Araújo está fazendo na gravidez

Recomendada para todas as mamães, fisioterapia pélvica promove autoconhecimento antes e depois do parto

Letícia Cassiano, com supervisão de Vivian Ortiz Publicado em 17/06/2022, às 15h06

Viviane Araújo fazendo Fisioterapia Pélvica - Instagram/@araujovivianne
Viviane Araújo fazendo Fisioterapia Pélvica - Instagram/@araujovivianne

Viviane Araújo está no sétimo mês da gestação de seu primeiro filho, Joaquim, fruto de seu casamento com Guilherme Militão. Aos 47 anos, a atriz apareceu em suas redes sociais praticando alguns exercícios que facilitam o momento do parto. Trata-se da chamada Fisioterapia Pélvica. 

Muito importante durante a gestação, a prática promove autoconhecimento do corpo da mulher, o que ajuda muito na hora do parto e na recuperação das mamães. Mas, afinal, no que consistem esses exercícios e por que eles são tão importantes? 

AnaMaria Digital conversou com a fisioterapeuta Malu Freitas, especialista em Saúde da Mulher pela Santa Casa de São Paulo, além de sócio-proprietária da Clínica Soie Pilates e Fisioterapia, para tirar todas as dúvidas sobre a Fisioterapia Pélvica.

PARA QUE SERVE E COMO FUNCIONA?

A fisioterapia pélvica, basicamente, oferece exercícios e muitas informações para autoconhecimento do canal vaginal e dos estreitos da pelve. Sua principal função, segundo Malu, é preparar o corpo da mulher e não apenas o assoalho pélvico para o momento de dar à luz. “Dessa forma, entendendo a biomecânica do parto, a gestante consegue colocar em prática os movimentos trabalhados, o que facilita a dilatação”, explica a especialista.

Durante a gestação, de forma geral, o corpo passa por inúmeras transformações e adaptações, deixando-o mais frouxo e com a musculatura tensa, propício a dores. “A ideia é fortalecer e estruturar todo esse conjunto, trabalhando a resistência do abdome e a musculatura respiratória, que é muito importante”, diz.

Outra questão é o desgaste na base do tronco da gestante, o que pode alterar funções evacuatórias, miccionais e sexuais: “Independentemente da via de parto, seja uma cesariana ou parto vaginal, este assoalho pélvico está extremamente sobrecarregado, por conta da ação hormonal e também pelo peso do bebê, da placenta e de tudo o que está sobre essa musculatura.”

Por fim, Malu ressalta a importância da consciência corporal e do autoconhecimento. Com isso, também são trabalhados exercícios respiratórios e autoconsciência corporal na força do expulsivo. “Caso ela opte por um parto via vaginal, vamos trabalhar ainda massagem perineal, com alongamento do assoalho pélvico. Mas a fisioterapia pélvica é muito bem-vinda em todas as fases da vida da mulher, principalmente durante a gestação.”

QUANDO A FISIOTERAPIA PÉLVICA É INDICADA?

A recomendação é a partir da 13ª semana de gestação. Malu, no entanto, ressalta que esse tipo de exercício é recomendado para mulheres em todas as fases da vida. O único porém são as gestantes de alto risco, e com recomendação de repouso absoluto.

De acordo com a especialista, a fisioterapia pélvica também é importante no período do pós-parto, justamente por conta do desgaste corporal causado pelos nove meses de gestação. Assim, a continuidade desses exercícios é essencial para o processo de recuperação.

“Essa mulher precisa aprender a contrair aquela musculatura novamente e da forma correta, tanto para estabilizar a diástase quanto para reabilitar a estrutura do assoalho pélvico que, além da via de parto, faz a função sexual, de urina e evacuação”, destaca.

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