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Ginecologista alerta aumento de casos de sífilis e HIV entre jovens e reforça prevenção

Especialista adverte aumento de casos de sífilis e HIV entre jovens e ressalta importância da prevenção

Da Redação Publicado em 22/12/2019, às 15h00

Temos que expor os riscos e mazelas, sem floreios, para que todos entendam a gravidade e os riscos - Banco de Imagem/Getty Images
Temos que expor os riscos e mazelas, sem floreios, para que todos entendam a gravidade e os riscos - Banco de Imagem/Getty Images

Dados do Ministério da Saúde mostram avanço no número de casos de HIV e sífilis, inclusive, com casos resistentes a antibióticos de uso rotineiro. Soam alarmes sobre um fenômeno social comum entre nós: a diminuição do alerta pela baixa percepção de risco.

Nossos jovens não conviveram com a aids, não perderam amigos e parentes para a doença e mal sabem o que é sífilis. Isso faz com que não entendam e não fiquem alertas sobre os perigos a que estão expostos. 

Mais ainda: recebem notícias falsas, gerando falsa sensação de segurança. Ainda segundo o Ministério da Saúde, o número de casos aumentou entre jovens até 29 anos. E esse é o grupo que menos usa preservativo e o que mais acredita na impossibilidade de contágio. 

Campanhas não conseguem atingir esse grupo que, inclusive, acredita que, se contrair HIV, é só tomar remédio que vai se curar. É nesse mesmo grupo que hoje circula a sífilis, que, se não tratada, pode levar a óbito. 

Há receio ainda do surgimento de grupos resistentes aos antibióticos tradicionais, gerando alerta sobre riscos futuros de uma epidemia com resultados dramáticos. Ambas as doenças podem ser passadas ao feto, no caso de gestante portadora, aumentando o risco de aborto, óbito fetal, malformações. 

Infelizmente, a tal percepção de risco, especialmente dos jovens, em relação às sexualmente transmissíveis, está abaixo do desejável. Há a necessidade iminente de ‘melhorar’ a informação a todos eles sobre essas doenças que ressurgem sorrateiramente. 

Temos que expor os riscos e mazelas, sem floreios, para que todos entendam a gravidade e os riscos. Só por meio de boa informação conseguiremos gerar alerta e, com isso, mudar os hábitos em relação à segurança sexual. 

Vamos falar mais a respeito nas próximas colunas, mas já fica o alerta: orientem a todos do seu entorno sobre elas e os riscos que trazem. Ninguém está seguro sem conhecimento, alerta e prevenção.

ALEXANDRE PUPO é ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, obstetra, membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Ele também é mastologista e membro titular do núcleo de mastologia do Hospital Sírio-Libanês. É diretor clínico da Clínica Souen, onde atende: www.clinicasouen.com.br

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