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Idade é relativo! H1N1: a prevenção deve ser em dobro

O idoso, com um sistema respiratório mais frágil, apresenta uma maior chance de evoluir mal e até de morrer

Dr. Paulo Camiz Publicado em 26/07/2016, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

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Idade é relativo! H1N1: a prevenção deve ser em dobro - Shutterstock
Idade é relativo! H1N1: a prevenção deve ser em dobro - Shutterstock
"Idoso faz parte do grupo de risco para a gripe H1N1, né? Além de tomar vacina, o que mais posso fazer para prevenir o contágio?”

P.O., por WhatsApp


O H1N1 se difere dos demais por sua influência direta no pulmão. Sim, ao contrário dos outros tipos de vírus influenza, ele pode
diretamente causar pneumonia e fragilizar o organismo a ponto de torná-lo vulnerável a infecções bacterianas. Isso quer dizer que
o vírus não só faz o estrago inicial como também abre a possibilidade de esse dano ser agravado pelas bactérias que se aproveitam dessa situação de fragilidade. O idoso, com um sistema respiratório mais frágil e muitas vezes portador de doenças que se acumularam ao longo da vida, apresenta uma maior chance de evoluir mal e até de morrer. Por isso, está no grupo de risco, bem como os portadores de doenças respiratórias, cardíacas e que afetem a imunidade. Para se proteger e conter a propagação do H1N1, lave as mãos frequentemente usando água e sabão ou álcool em gel para a desinfecção de mãos; cubra a boca e o nariz ao tossir e
espirrar; evite tocar olhos, nariz e boca, pois nos infectamos quando o vírus chega até as nossas mucosas. As melhores maneiras de evitar complicações são a vacinação, o reconhecimento e o tratamento precoce dos doentes do grupo de risco. Fique atenta ao aparecimento dos sintomas da síndrome gripal (febre, tosse e dor de garganta) e evite a propagação do vírus.


Esclarecimento

A dúvida que anda atormentando uns e outros é qual a diferença entre a vacina disponível na rede pública e a oferecida nas clínicas
particulares. A vacina do SUS para as pessoas que fazem parte do grupo de risco é a trivalente, que, além de proteger contra a H1N1, imuniza contra a H3N2 e a Influenza B – subtipo Brisbane. Já a vacina oferecida nas clínicas é a tetra ou quadrivalente, que, além destas, também protege contra o vírus Influenza B subtipo Phuket. O importante é vacinar!



Dr. Paulo Camiz é geriatra e professor da Faculdade de Medicina da USP. É também idealizador do projeto “Mente Turbinada”, que desenvolve exercícios para o cérebro. Para ler outros artigos escritos por ele, acesse ogeriatra.com.br



Envie suas perguntas para dr. Paulo Camiz pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br