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Mitos e verdades sobre a vasectomia

Método de esterilização ganha espaço entre brasileiros, mas ainda levanta dúvidas. Esclareça aqui as principais

Júlia Arbex Publicado em 25/03/2016, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Mitos e verdades sobre a vasectomia - Shutterstock
Mitos e verdades sobre a vasectomia - Shutterstock
O casal que não quer mais filhos pode evitar a gravidez de diversas formas. Com contraceptivos (métodos não definitivos, tipo pílula, injeção, DIU, camisinha...) ou métodos definitivos de esterilização. Entre estes, a laqueadura – interrupção das trompas – é a técnica mais popular no país. Porém, de uns anos para cá, a vasectomia (que impede o espermatozoide de ser ejaculado) ganha espaço. Em 2015, o SUS contabilizou 18.366 vasectomias e 23.677 laqueaduras. É que o homem passou a ter menos preconceito com a técnica, muito mais simples do que a laqueadura. A cirurgia demora meia hora, só requer anestesia local e o paciente não precisa nem ficar internado. Camillo Loprete, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, em São Paulo, nos ajuda a entender melhor o procedimento.

É uma técnica complicada.
.Mito. O procedimento é simples. Dura em torno de 30 minutos, e o paciente recebe anestesia local. São feitos, então, dois cortes de 1 cm em cada lado do saco escrotal para interromper o canal que leva os espermatozoides dos testículos até a uretra. Claro que, apesar de simples, os riscos são como os de qualquer cirurgia. 


Há risco de gravidez.
.Verdade. Ela não tem efeito imediato, pois ainda existem espermatozoides no líquido que será ejaculado. O homem deve usar camisinha por dez ejaculações. Depois, precisará fazer um espectrograma. Caso mostre que não há mais espermatozoides na ejaculação, a vasectomia foi bem-sucedida e o casal pode ficar tranquilo.


O sexo só volta a ser permitido após um mês.
.Mito. A recuperação da cirurgia é rápida. Normalmente, se tudo correr bem, o homem pode voltar à rotina  (trabalhar, dirigir, ir ao mercado...) 24 horas após o procedimento. Já para atividade física e relações sexuais, melhor esperar uma semana, que é quando o paciente volta ao médico para avaliar a recuperação. 


Ela afeta o desempenho sexual.
.Mito. Não há prejuízo algum com relação à potência sexual ou a libido do homem. Após a cirurgia, a ejaculação continua normal, apenas sem a presença dos espermatozoides. Lembrando que a técnica não previne DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Para isso, use camisinha! O SUS oferece gratuitamente.


É possível voltar atrás
.Verdade. Mas a reversão é mais complexa. Leva de duas a seis horas e a recuperação é lenta: o paciente deve ficar internado por um dia e permanecer em repouso durante uma semana antes de retomar sua rotina normal. Além disso, tem que esperar 
um mês para voltar a fazer atividade física e dez dias para ter relação sexual. Pior: a reversão nem sempre dá certo. A produção de espermatozoides pode sofrer alterações e as chances de engravidar a parceira diminuem. A eficácia depende, principalmente, de  quanto tempo foi feita a vasectomia. Quanto mais antiga, menores são as chances de fecundação: se o paciente fizer a reversão até 5 anos depois, ela é de cerca de 90%. Após 10 anos, a chance de sucesso cai pela metade. Depois disso, a possibilidade de engravidar uma mulher é quase nula.


A reversão é muito cara.
.Verdade. Enquanto que a vasectomia é uma cirurgia feita pelo SUS e que normalmente os convênios cobrem, a reversão custa entre  R$ 15 e R$ 20 mil. Por isso, fundamental pensar bem antes de decidir!
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