Novembro Azul: câncer de próstata não apresenta sintomas na fase inicial

Quando começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura

quinta 1 novembro, 2018
Campanha quer chamar atenção para o câncer de próstata
Campanha quer chamar atenção para o câncer de próstata Foto:Reprodução/Sociedade Brasileira de Urologia

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A Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBU-SP) deu início a campanha de conscientização “Homem moderno se cuida – procure o urologista”, em todo o Estado. O movimento acontece por conta do Novembro Azul, chamando a atenção para o câncer de próstata. 

Como a doença não apresenta sintomas na fase inicial, a intenção é focar na importância dos testes de rotina.

EXAME É FUNDAMENTAL

Flavio Trigo, presidente da SBU – seccional São Paulo, professor Livre-Docente de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, alerta que a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. 

Isso porque, quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Assim, a ausência de sintomas não significa que não existe problema. 

“Homens a partir dos 45 anos e com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem procurar o urologista para que sejam informados sobre os benefícios do rastreamento, e se defina uma estratégia personalizada de avaliação e acompanhamento”, alerta.

SINTOMAS

Balanço divulgado pelo INCA – Instituto Nacional do Câncer, revela que são estimados 68.220 novos casos de câncer de próstata até o fim de 2018 no Brasil.  Os sinais da doença na fase avançada são:

  • Dor óssea;
  • Dores ao urinar;
  • Vontade de urinar com frequência;
  • Presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Já entre os fatores de risco mais comuns são genética, ou seja, casos de pessoas na família com histórico de câncer de próstata: pai, irmão e tio, além de obesidade, idade e pessoas da raça negra - aonde a incidência de casos é maior. 

A Sociedade Brasileira de Urologia, inclusive, mantém sua recomendação de que homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado e o rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios.
 

Da Redação
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