AnaMaria

O inverno não precisa ser sinônimo de asma

No inverno, principalmente quando há grande variação de temperatura, é preciso ter mais atenção. Os idosos, por geralmente terem a saúde mais frágil, devem redobrar o cuidado

Paulo Camiz (*) Publicado em 24/07/2018, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

O inverno não precisa ser sinônimo de asma - iStock
O inverno não precisa ser sinônimo de asma - iStock

"Todo ano é assim: basta esfriar que já começo a sofrer com problemas respiratórios, principalmente a asma. Consigo minimizar essa falta de ar de alguma maneira?”

F.J.A., por e-mail

No inverno, naturalmente, há um aumento significativo dos casos de doenças respiratórias. Isso acontece porque o ciclo dos vírus e bactérias são mais intensos nessa época do ano. Além disso, nós ficamos mais “aglomerados” em períodos mais frios. Tal atitude facilita muito a propagação de doenças. Inclusive, chamo a atenção, em especial para uma delas: a asma. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), 15% da população brasileira sofre com o problema. Desse total, 8% são de pessoas idosas. A asma é uma inflamação das vias aéreas ou brônquios. Os sintomas mais comuns são a falta de ar ou dificuldade para respirar, sensação de aperto ou peito pesado, chiado no peito e tosse. Quem nunca apresentou um quadro asmático e, de repente, tem os indícios, como falta de ar, deve procurar um especialista para ver o que está acontecendo. A doença pode ser confundida com algum problema cardíaco, como arritmia ou mesmo uma pneumonia. Portanto, é preciso muita atenção. Como a asma acompanha a pessoa pela vida, é necessário evitar aquilo que a desencadeia, seja o tempo frio e seco ou o mofo e a presença de animais na casa. Essa precaução, associada às vacinas em dia e o tratamento com medicamentos, evita complicações. Exercícios físicos melhoram o condicionamento físico e a função do pulmão. Se o indivíduo for fumante, claro, largar o cigarro melhora – e muito! – o quadro desta doença. As medidas acima devem ser permanentes. Porém, no inverno, principalmente quando há grande variação de temperatura, redobre a atenção. Os idosos, por geralmente terem a saúde mais frágil, devem ter ainda mais cuidado.

PAULO CAMIZ é geriatra e professor da Faculdade de Medicina da USP. É também idealizador do projeto “Mente Turbinada”, que desenvolve exercícios para o cérebro. Para ler outros artigos escritos por ele, acesse ogeriatra.com.br

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