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O que causa o aborto de repetição? Fiorella Mattheis sofreu 4 deles

Fiorella Mattheis revelou ter sofrido diversos abortos espontâneos em um curto período; especialista explica

Vivian Ortiz

por Vivian Ortiz

vortiz_colab@caras.com.br

Publicado em 22/12/2022, às 11h35

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Imagem O que causa o aborto de repetição? Fiorella Mattheis sofreu 4 deles

Grávida de seu primeiro filho, Fiorella Mattheis surpreendeu ao revelar sua longa jornada para conseguir gerar um bebê saudável. A atriz do seriado ‘Vai que Cola’ contou, em entrevista ao podcast ‘Mileumatretas’, ter sofrido diversos abortos espontâneos em um curto período.

"Ano passado tirei o DIU e engravidei muito rápido, mas foi uma gravidez química. Eu já conversei com mulheres que engravidam e não seguram, como é o meu caso. Tenho muita facilidade em engravidar. Em oito meses eu engravidei cinco vezes. A segunda vez foi tubária. Eu peguei covid-19 e não conseguia voltar", desabafou.

POR QUAL MOTIVO ISSO ACONTECE?

O ginecologista e obstetra Geraldo Caldeira, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e médico do Serviço de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo (SP), explica que mulheres como Fiorella Mattheis não têm questões de fertilidade, pois conseguem engravidar.

O problema, no caso, é o aborto de repetição, que é quando acontecem mais de três episódios do tipo. "Isso precisa ser investigado, sendo considerados alguns fatores. A causa mais comum é a condição genética do embrião, ou seja, uma ovopatia, algo normal em pacientes mais velhas (37, 38 anos), mas mesmo ela tendo apenas 34 anos, isso pode acontecer", explica.

Outra causa pode ser a malformação uterina, como um mioma na cavidade, uma endometrite (processo inflamatório que afeta a primeira camada do útero e altera as condições do tecido que acolhe o embrião), ou um útero unicorno ou septado (que é quando o órgão não está totalmente ligado ao colo do útero).

"Outra causa importante são as trombofilias, doença que produz um excesso de coagulação, ou microtrombos na circulação, impedindo a implantação e o desenvolvimento do embrião, algo que acontece normalmente no aborto mais tardio", ressalta Caldeira.

Com os resultados em mãos, orienta o médico, deve ser feita a histeroscopia para corrigir qualquer eventual patologia que exista dentro do útero. "Além da pesquisa sobre as trombofilias para saber se ela não terá de usar anticoagulantes quando engravidar", diz.