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O que é a parvovirose em humanos? Entenda a doença da filha de Luana Piovani

A filha da atriz, Liz, de sete anos, foi diagnosticada com a condição; saiba os sintomas e os tratamentos da parvovirose em humanos

Marina Borges

por Marina Borges

mborges_colab@caras.com.br

Publicado em 30/05/2024, às 19h00

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Filha de Luana Piovani, Liz foi diagnosticada com parvovirose humana - Reprodução/Instagram
Filha de Luana Piovani, Liz foi diagnosticada com parvovirose humana - Reprodução/Instagram

A parvovirose em humanos, causada pelo parvovírus B19, é uma doença que pode afetar pessoas de todas as idades, mas é mais comum em crianças. Recentemente, a atriz Luana Piovani compartilhou nas redes sociais que sua filha Liz, de sete anos, foi diagnosticada com a doença após sentir os primeiros sintomas na escola. 

Conhecida também como "quinta doença" ou "eritema infeccioso", a parvovirose em humanos se manifesta principalmente por meio de uma erupção cutânea vermelha no rosto, que pode se espalhar para outras partes do corpo. AnaMaria conversou com o pediatra Miguel Liberato, especialista em Endocrinologia e Metabologia, para entender melhor como essa doença é transmitida, quais são seus principais sintomas e as melhores formas de tratamento e prevenção. Confira a seguir.

O que é a parvovirose em humanos? 

parvovirose em humanos
A parvovirose em humanos apresenta sintomas gripais - Foto: Freepik

A parvovirose humana é uma doença viral, causada especificamente por um vírus chamado Parvovírus B19. Ela é comum em todo o mundo, sendo mais observada na infância, principalmente entre os cinco e 15 anos. De acordo com Miguel, os sintomas geralmente surgem de quatro a 14 dias após o contato com o vírus.

"A infecção pode ser, muitas vezes, assintomática, mas a principal forma de apresentação em crianças na faixa etária escolar é o que chamamos de Eritema Infeccioso, apresentando febre baixa, dor de cabeça, mal estar, sintomas gripais e uma vermelhidão intensa na face, na região das bochechas, com aspecto que chamamos de 'bochecha esbofeteada'", informa o médico.

Além da face, Miguel destaca que essa vermelhidão pode evoluir para outras partes do corpo, apresentando um aspecto rendilhado, que pode estar acompanhado de leve coceira. Pode também irradiar para a região de mãos e pés, com uma distribuição em “luvas e meias”.

"Além desse quadro mais comum e autolimitado, a infecção por parvovírus B19 pode comprometer transitoriamente a produção de células do sangue pela medula óssea, causar dores articulares e causar infecções potencialmente graves em fetos", aponta o professor da pós-graduação em Endocrinologia Pediátrica do Instituto Superior de Medicina (ISMD).

Principais sintomas da parvovirose em humanos

  • Febre baixa;
  • Dor de cabeça;
  • Mal-estar;
  • Sintomas gripais;
  • Vermelhidão intensa na face;
  • Vermelhidão em outras partes do corpo;
  • Eritema em mãos e pés;
  • Dores articulares;
  • Comprometimento temporário da produção de células do sangue;
  • Potenciais infecções graves em fetos (raro).

Meios de transmissão da doença e medidas preventivas

parvovirose em humanos
Foto: Freepik

De acordo com Miguel, a transmissão da parvovirose em humanos se dá pelas secreções respiratórias, principalmente antes do aparecimento da vermelhidão na pele, e pelo contato com superfícies contaminadas. Além disso, pode também ser transmitida da mãe para o feto, por transplante de medula óssea e órgãos, e ainda por transfusões.

"Para prevenir a doença, devemos evitar contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas, isolando crianças com os sintomas. Como alternativas, temos o uso de máscaras, higiene adequada das mãos, entre outras medidas gerais", informa o pediatra.

A seguir, confira algumas medidas para proteger os filhos contra a parvovirose humana:

  • Higienização das mãos: ensine as crianças a lavarem as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente após espirrar, tossir ou tocar em superfícies compartilhadas;

  • Utilização de lenços descartáveis: incentive o uso de lenços descartáveis ao espirrar ou tossir, e descartá-los adequadamente;

  • Higienização de brinquedos e superfícies: limpe regularmente brinquedos, superfícies e objetos que possam estar contaminados;

  • Evitar contato com pessoas infectadas: mantenha distância de indivíduos que apresentem sintomas de infecção, especialmente durante surtos na escola ou na comunidade;

  • Educação sobre etiqueta respiratória: ensine as crianças a cobrir a boca e o nariz com o cotovelo ao espirrar ou tossir;

  • Vacinação e saúde preventiva: mantenha as vacinas em dia e fazer check-ups regulares com o pediatra para monitorar a saúde das crianças;

  • Atenção durante a gravidez: mulheres grávidas devem tomar cuidados adicionais para evitar contato com pessoas infectadas, já que o parvovírus B19 pode causar complicações no feto.

Diagnóstico e tratamentos para parvovirose em humanos

parvovirose em humanos
Foto: Freepik

O diagnóstico da parvovirose humana começa geralmente com uma avaliação clínica, onde os médicos observam os sintomas característicos da doença. Nas crianças, a manifestação mais comum é o eritema infeccioso, que se apresenta como uma vermelhidão intensa na face, com o aspecto de "bochecha esbofeteada", e pode evoluir para uma erupção cutânea em outras partes do corpo.

Além dos sinais clínicos, existem exames laboratoriais para confirmar a presença do Parvovírus B19, como exame de sangue e pesquisa de anticorpos específicos contra o vírus, no entanto, Miguel ressalta que, na maioria das vezes, não é necessário em crianças saudáveis. Também pode ser realizada uma PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para detectar o DNA do Parvovírus B19 no sangue, confirmando a infecção.

De acordo com o pediatra, o tratamento da parvovirose humana é geralmente de suporte, pois a maioria dos casos é autolimitada e resolve sem necessidade de intervenções específicas. Para aliviar os sintomas, recomenda-se o uso de analgésicos e antitérmicos para controlar a febre e as dores articulares. Também é importante manter a criança bem hidratada e garantir o repouso adequado.

Em casos mais graves, como aqueles que envolvem complicações hematológicas ou infecções fetais, pode ser necessária a intervenção médica mais intensa, incluindo transfusões de sangue ou terapias específicas. Em pacientes com imunodeficiências, o tratamento pode incluir imunoglobulina intravenosa para ajudar a combater o vírus. 

"Apesar de comumente ter um curso benigno e de sintomas leves, em alguns adultos há chance de evolução dos problemas articulares. Em mulheres grávidas pode causar anemia grave no feto ou, possivelmente, um aborto espontâneo", informa Miguel.

A prevenção da parvovirose em humanos, especialmente em ambientes como escolas e creches, é essencial para controlar a disseminação do vírus. Medidas preventivas incluem incentivar a lavagem frequente das mãos, ensinar as crianças a cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, e manter um ambiente limpo e higienizado.

parvovirose em humanos
Quando a criança está doente, é importante utilizr máscara em lugares públicos - Foto: Freepik

Além disso, é importante que crianças com sintomas de infecção fiquem em casa até se recuperarem completamente, para evitar a transmissão a outros alunos. Informar pais, professores e cuidadores sobre os sintomas e a importância das medidas de higiene pode ajudar a reduzir a propagação do Parvovírus B19 e proteger a saúde das crianças.

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