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Ops, esse carocinho não estava aqui...

Calma, pode ser só uma íngua! Entenda porque ela aparece e saiba quando procurar o médico

Karina Fusco Publicado em 24/09/2015, às 16h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Gânglios preocupantes - Shutterstock
Gânglios preocupantes - Shutterstock
Você já deve ter percebido carocinhos que se formam em algumas regiões do corpo, principalmente no pescoço e na virilha, e que logo costumam desaparecer. Esses gânglios, também chamados de ínguas, são nossos linfonodos, que funcionam como barreiras do sistema linfático, aquele que “varre” impurezas do corpo. “Toda vez que há uma inflamação ou infecção, os linfonodos recebem células de defesa. Elas fazem com que esses gânglios, geralmente imperceptíveis, aumentem e até se tornem dolorosos”, explica o hematologista Guilherme Fleury Perini, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

Gânglios normais costumam ter até 1,5 centímetro e aparecem mais em crianças entre 2 e 10 anos. “Isso acontece, entre outros motivos, porque a frequência de infecções é maior nessa fase”, esclarece o pediatra Sergio Eiji Furuta, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).



Benigno ou maligno?

Esses carocinhos geralmente são benignos e desaparecem assim que a infecção é curada. Mas, segundo Perini, eles também podem ser malignos e estar relacionados a problemas mais graves, como o câncer. “Os linfonodos são barreiras que valem tanto para infecções como para neoplasias. Ao falarmos em íngua maligna, temos que separá-la em dois grupos: quando o câncer é do próprio sistema linfático (os chamados linfomas) ou quando é de outro órgão e ocorreu uma metástase, ou seja, o tumor  ‘se espalhou’ para o linfonodo”, explica. Portanto, o alerta vale para crianças e adultos. Se os gânglios não diminuírem ou se houver outros sintomas associados a eles (veja ao lado), um médico deve ser procurado para fazer uma avaliação. 


Gânglios preocupantes

■ Aparecem em várias regiões do corpo ao mesmo tempo.

■ Surgem em locais pouco usuais – exemplo: perto do cotovelo.

■ São persistentes, ou seja, não somem nem regridem em até 30 dias.

■ São durinhos (mas nem sempre doem).

■ Estão associados a outros sintomas de alerta, como perda de peso importante, coceira e desânimo excessivo, sem motivo aparente.