Pergunte ao especialista: será cólica menstrual ou endometriose?

Certos sintomas devem ser investigados pelo médico e tratados

quinta 3 janeiro, 2019
É preciso ficar de olho nos sintomas de sua menstruação
É preciso ficar de olho nos sintomas de sua menstruação Foto:iStock

Atendo muitas pacientes com dúvidas sobre a endometriose, principalmente mulheres que estão pensando em engravidar, já que essa doença atinge a fase reprodutiva da vida: da primeira menstruação até a menopausa.

Aparece pela presença de tecido endometrial (aquele que tem dentro do útero e descama na menstruação) no abdômen, causando inflamação. Isto ocorre ou por refluxo do sangue menstrual pelas trompas para dentro da barriga ou por transformação de células predispostas a isso.

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É possível que a endometriose passe despercebida por toda a vida, porém, os sintomas mais comuns são cólicas menstruais e dificuldade de engravidar. Pode ainda causar dor na relação sexual e alterar a evacuação no período menstrual.

Seu diagnóstico pode ser difícil e demorado, pois muito se confunde com a cólica menstrual natural (uma dor já esperada pela mulher, já que a maioria das pessoas acreditam ser normal). 

Existem casos de mais de nove anos entre a mulher ter os sintomas e, finalmente, alguém decidir pesquisar a fundo a causa da dor.

FIQUE DE OLHO
Por isso, é muito importante que você, mulher, fique atenta ao seu corpo e informe detalhes ao seu médico sobre o que acontece com você. A menstruação é um relógiodo corpo feminino que permite identificar muitas doenças e anomalias.

Mantenha um calendário ativo das menstruações para que possa perceber se houve alguma modificação. Cólicas que se iniciam antes de menstruar e que duram por todo período de sangramento não devem ser consideradas normais.

Mais ainda se vierem acompanhadas de alteração no hábito intestinal (como intestino solto ou dor para evacuar). Isso pode ser endometriose e deve ser devidamente pesquisado pelo médico.

Dor na relação sexual também é um sinal, principalmente aquela que dói lá no fundo, deixando uma cólica depois do ato. Relatos assim são frequentes em pacientes com a doença e devem ser falados nas consultas.

ALEXANDRE PUPO Ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, obstetra, membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Ele também é mastologista e membro titular do núcleo de mastologia do Hospital Sírio- Libanês. É diretor clínico da Clínica Souen, onde atende: www.clinicasouen.com.br

Envie suas dúvidas para Alexandre Pupo pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br

Da Redação
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