Por que o câncer é mais comum em algumas famílias?

A questão sociocultural e hábitos de vida podem explicar a maior incidência de câncer em algumas famílias

sábado 15 junho, 2019
É importante conversar com o médico sobre o histórico familiar em parentes
É importante conversar com o médico sobre o histórico familiar em parentes Foto:Banco de Imagem/Getty Images

O câncer é tido como uma doença multifatorial, ou seja, são vários aspectos que contribuem para desencadear a doença. Alguns podem ser evitados, outros são imutáveis e alguns ainda são desconhecidos da ciência. 

No entanto, é relevante dizer que, mesmo que as pessoas adotem hábitos saudáveis, há famílias com maior incidência da doença. Questões culturais e costumes alimentares e de vida podem ser um dos motivos. Os imigrantes japoneses são exemplo disso. 

No Japão, a taxa de câncer de estômago é mais elevada do que no Brasil, porém os japoneses que aqui nasceram ou chegaram muito jovens passaram a ter um risco para esse tipo de câncer semelhante aos brasileiros, mostrando que a mudança na alimentação levou à redução da doença. 

Isso denota que a questão sociocultural e hábitos de vida podem explicar a maior incidência do mal em algumas famílias. Mas temos que considerar também as mutações genéticas nesses familiares, que facilitam o surgimento dos tumores. 

Para identificar esses casos, é importante conversar com o médico sobre o histórico familiar em parentes de linhagem sanguínea direta (pais, avós, irmãos e filhos).

Na presença de casos de câncer de ovário, mama, intestino e pâncreas em algum desses membros e especialmente em idade precoce, tem que pesquisar o histórico também de tios e primos. Só assim dá para avaliar o risco de mutação genética na família. 

Se a pessoa mais velha que teve câncer estiver em condições, ela será encaminhada a um geneticista. Ele vai estabelecer qual painel genético deve ser estudado em busca de mutações. 

Frente ao resultado, o especialista elabora uma carta de recomendação baseada na idade e risco de câncer que aquela(s) mutação(ões) traz (em).

Essa carta é enviada ao médico, que acompanha o paciente para que, então, ele o enquadre no grupo de risco adequado e inicie o tratamento necessário para a redução de risco de vir a ter qualquer tipo de câncer.

ALEXANDRE PUPO é ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, obstetra, membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Ele também é mastologista e membro titular do núcleo de mastologia do Hospital Sírio- Libanês. É diretor clínico da Clínica Souen, onde atende: www.clinicasouen.com.br

Da Redação
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