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Por que temos a sensação de que o que é bom dura pouco?

Saiba porque temos a sensação de tudo que é bom dura pouco

Da Redação Publicado em 22/02/2020, às 14h30

Frustrar-se nem sempre é algo ruim. É como aprender a cair e levantar - Banco de Imagem/Getty Images
Frustrar-se nem sempre é algo ruim. É como aprender a cair e levantar - Banco de Imagem/Getty Images

Einstein, quando queria explicar de maneira simples a teoria da relatividade, comparava a sensação de estar com uma pessoa que se gosta (quando o tempo parece curto) com sentar em um fogareiro (aqui, o tempo não passa). 

E faz sentido! Coisas boas e ruins acontecem sempre. Quando as ruins passam, sentimos alívio. Então, podemos dizer que o que é ruim dura muito. E, às vezes, o fim de uma coisa boa é seguido de um sentimento ruim, que ‘mata’ o que foi bom. 

Freud dizia que a pessoa imatura vive só pelo prazer, e isso não é bom. Ela estará sempre angustiada, ansiosa porque não conseguirá escapar do mal-estar de que tudo acaba. Independentemente do que você acredite, até a vida acaba. E essa é a nossa maior frustração. 

Portanto, temos que fazer algo diante dessas extremidades. Que seja o melhor possível, até suportar os fins para, assim, nos preparar (e se alegrar) para os outros começos. Aliás, é bom pensar que o fim é sempre a possibilidade de um novo começo. Se aquela sensação boa passou rapidamente (ou um sentimento ruim pareceu ser moroso demais), tudo bem. 

Frustrar-se nem sempre é algo ruim. É como aprender a cair e levantar. Não podemos deixar de agradecer as dores, afinal, elas sempre nos trazem um aprendizado. Mude a maneira de enxergar isso. Tome decisões, evite ruminar os fatos ruins, fortaleça a visão positiva de si. 

Desenvolva a esperança, olhe além do problema atual, pois não há mal (ou bem) que sempre dure! E cuide-se: pratique atividade física, meditação, durma e se alimente bem... Sugiro fazer o seguinte exercício: imagine algo que ama e, sem medo, que ele logo acabará. 

Assim, você se mune de força para perceber que o momento é agora. Pratique a aceitação. Perdoe a vida por ser assim. Não controlamos os eventos externos, mas a visão que temos e o que fazemos deles estão sob nosso comando. Não desista disso: se ficar feliz, aproveite ao máximo. Se ficar infeliz, aproveite para crescer com isso.

LUIZ SCOCCA é psiquiatra com mais de 20 anos de atendimento em consultório próprio, além da participação em grupos de estudo, congressos e projetos sociais. Formado pela USP e membro das associações brasileira e americana de psiquiatria: ABP e APA.

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