AnaMaria

Quem nunca sofreu por amor? Veja dicas para aceitar o fim do relacionamento

Quando a dor de cotovelo vem, é capaz de transformar até as pessoas mais sensatas em desesperadas

Júlia Arbex Publicado em 09/12/2018, às 17h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

É possível escolher a forma como vamos enfrentar o sofrimento - Banco de Imagens/Getty Images
É possível escolher a forma como vamos enfrentar o sofrimento - Banco de Imagens/Getty Images

Para Mari Ramos, autora do livro Manual do Coração Partido (Ed. BestSeller, R$ 27,90), uma das maiores certezas da vida é que, um dia, todos nós teremos o coração partido. 

Mas, embora não tenha como evitarmos este sofrimento, é possível escolher a forma como vamos enfrentá-lo. 

De maneira bem-humorada e inteligente, a obra mostra como dar a volta por cima após o fim de um relacionamento. Vem ver!

1. RESSACA DA NEGAÇÃO

A fase da negação é o momento inicial do término, quando ainda nos recusamos a aceitar a partida do companheiro ou da companheira.

“Afinal, não é possível que aquilo tenha acontecido!”, pensamos. E nossa cabeça dá voltas. “O que fiz de errado?”, “será que ele tem outra?”, “foi influência do amigo?”, pensamentos como esses são comuns neste momento. 

Sem falar nas pessoas que continuam agindo como se ainda estivessem juntos e, por isso, ligam, convidam para sair e mandam mensagens para mostrar tudo o que sentem, pois acreditam que o outro vai se sensibilizar e voltar atrás na decisão. 

Fazer um balanço da relação e das nossas atitudes, nessas horas, não vai fazer mal a ninguém. Na verdade, esse é o primeiro passo para afastar aquela sensação ruim de que não somos boas o suficiente.

Para ajudar nesse caminho, vale refletir considerando as perguntas a seguir. Ao tentar responder, acredite: será mais fácil Sair do ciclo vicioso de ficar sonhando, planejando e replanejando as mil e uma voltas com o ex.

  • O que houve? O que fiz, o que quis, o que ele fez ou o que ele quis de mim? 
  • Do que eu me arrependo ou não? 
  • O que levo para o próximo relacionamento?

2. MONTANHA RUSSA DA RAIVA
Essa fase vem um pouco depois da negação, quando tentamos colocar na cabeça que a separação será permanente. 

Por um tempo, isso é libertador. Afinal, ter raiva de alguém que não te ama não deixa de ser uma maneira de cuidar de si mesma, já que você se sente merecedora deste amor. 

O problema está em deixar a raiva se estender para além do controle. O perigo é transformar-se em uma pessoa amarga e usar a dor como desculpa para se afastar de todos, perdendo a capacidade de sorrir.

3. CHEGOU A HORA DA TRISTEZA
Pois, então, você percebe que seu amor não vai voltar. E não importa aonde você vá, sempre haverá uma ausência que a acompanhará.

A boa notícia, porém, é que nessa fase você já sabe que a separação é definitiva e começa a se conformar. 

O processo de recuperação pode ser lento, mas, aos poucos, você percebe que usar pijama o fim de semana todo não vai ajudar. 

Até que (quando menos espera!) bate uma vontade de sair e de encarar o mundo lá fora. Finalmente!

4. NEGOCIAÇÃO: ATIVADO
Esse é o momento em que começamos a enxergar que a perda pode vir com algumas pérolas de sabedoria, ainda que estas possam ser dignas de biscoitinhos da sorte.

Afinal, quem nunca descobriu uma ponta de felicidade no coração quando lembrou que não precisaria mais ter de lidar com as maluquices do ex (ou da família do ex)? 

Redescobrir aos poucos as delícias da liberdade pode ser mais prazeroso do que se imagina. E isso não tem nada a ver com solteirice, viu? 

Tem a ver com as coisas boas que só um tempinho de reclusão emocional pode trazer.

5. O VOO DA ACEITAÇÃO
Essa é a última fase desse longo processo. É o momento em que você, além de aceitar a perda, reconhece que há coisas boas diante da sua vida.

Aquele vazio de antes foi se preenchendo aos poucos por pequenos prazeres (episódios talvez até inusitados para alguns), como um curso de origami, zumba, salto de paraquedas... não importa. 

O importante é que a aceitação lhe dá asas e você percebe isso! O ex vira lembrança, às vezes boa, às vezes ruim. Tanto faz, o que vale agora é que você fala dele com naturalidade.