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Sente dores o tempo todo? Especialista explica que isso não é normal

Reumatologista faz um alerta sobre o incômodo crônico e o perigo da automedicação

Raquel Borges Publicado em 03/07/2022, às 14h30

Especialista alerta para dores e automedicação - Unsplash
Especialista alerta para dores e automedicação - Unsplash

Muitas pessoas sofrem com dores de rotina quase todos os dias. E elas acabam fazendo uso de medicamentos sem prescrição médica. Porém, segundo a reumatologista Natália de Oliva Spolidoro Paschoal, especialista na Cobra Reumatologia, sentir dor não é normal.

“As dores mais comuns dos brasileiros são as dores de cabeça e osteomusculares, englobando aqui as dores nas costas (lombalgia) e articulares. Nestes cenários, vemos muitas vezes o paciente se acostumando com o incômodo, atribuindo a dor à idade ou ao trabalho. Reforço: sentir dor não é normal e é preciso sempre investigá-la para que possa ser instituído o tratamento adequado o mais precocemente”, alerta.

Tudo bem que muitos de nós tivemos nossas atividades duplicadas durante a pandemia, e, portanto, o cansaço e a dor física podem parecer normal, mas é preciso cuidado nessa avaliação. Por mais que o senso comum diga que algumas dores são ‘de rotina’ e podem ser resolvidas com analgésicos, não há normalidade em sentir desconfortos. Pelo contrário! Quando há dor sem justificativa, é preciso procurar um médico especializado. Dores na articulação, fadiga constante, sensação de rigidez ao acordar e inchaço nas juntas podem ser sinais de doenças reumatológicas sérias e afetar outros órgãos, como coração, rins e cérebro.

Saiba mais sobre o mal que atinge milhares de pessoas e o perigo da automedicação.

INVESTIGAÇÃO SEMPRE NECESSÁRIA

Dor é um sinal de alerta para nos avisar que algo em nosso organismo não está indo bem. A questão é se isso é algo limitado, de pouca gravidade, ou se devemos dar uma atenção especial. Quando falamos de dores musculoesqueléticas, ou seja, aquelas dores que acometem os músculos, ossos e articulações, devemos prestar atenção a elas, mesmo quando for algo aparentemente ‘simples’, como entorse e contusão.

DURAÇÃO

Devemos ficar atentos a quadros contínuos ou recorrentes, que durem mais de três meses e não estejam associados a nenhum trauma no seu início ou algo que o justifique. Outros sinais, como inchaço, calor na região, perda de mobilidade, também são sinais de alerta.

ADULTOS E CRIANÇAS

“Existem diferenças das dores de acordo com sua etiologia. Além do mais, devemos respeitar a individualidade de cada pessoa. Tanto crianças quanto adultos podem desenvolver dores que associamos a quadros mecânicos ou inflamatórios. As dores ditas mecânicas são aquelas que, em geral, aparecem após esforço ou no fim da tarde e que melhoram com o repouso. As dores inflamatórias aparecem mais durante o repouso, e tendem a melhorar com o movimento, podendo ainda estar associada a inchaço e calor na articulação envolvida”, finaliza a doutora.

O PERIGO DOS ANALGÉSICOS

“O uso de qualquer medicamento, ainda mais de uma forma recorrente, sem supervisão médica, deve sempre ser desencorajado. O remédio que faz bem ao seu vizinho pode não ser indicado a você. O uso e abuso de medicamentos sem supervisão médica, principalmente analgésicos e anti-inflamatórios, é assunto já discutido há muito tempo. Problemas nos rins, fígado, além de sangramentos gastrointestinais, podem ser causados pelo seu uso e se tornarem um grande vilão para saúde desses pacientes”, enfatiza a profissional.

ESPECIALIDADE CORRETA

A reumatologia cuida dos tendões, ossos, ligamentos e músculos. Por isso, é grande a confusão na busca pelo especialista correto na hora de buscar tratamento. Muita gente recorre ao ortopedista, já que ambas especialidades lidam com dores e males com impacto nos músculos e ossos, mas apenas o reumatologista é qualificado para diagnosticar e tratar problemas considerados crônicos.

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