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Sentir dores todo mês não é normal. Cuidado!

Mais da metade das brasileiras sofre com cólicas que limitam as tarefas do dia a dia. Que tal aposentar o remédio e investigar o problema?

Patrícia Gebara Publicado em 25/04/2016, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Sentir dores todo mês não é normal. Cuidado! - Patrícia Gebara
Sentir dores todo mês não é normal. Cuidado! - Patrícia Gebara
Chegou aquela época do mês... Mau humor, TPM e dor, muita dor! Há mulheres que sofrem tanto com as cólicas menstruais que são incapazes de levantar da cama, sabia? O incômodo ocorre por causa da contração do útero para expulsar o endométrio em forma de sangramento na menstruação. “É uma dor intermitente localizada no baixo ventre, que pode irradiar para as costas e membros inferiores e causar até náuseas e vômitos”, diz o ginecologista Paulo Giraldo. Apesar de fazer parte da vida de muitas de nós, não dá pra aceitar que sentir dores incapacitantes todo mês é normal! 


Dorzinha chata!
Estudos indicam que mais da metade das mulheres em idade fértil, principalmente as mais jovens e que ainda não tiveram filhos, sofrem com cólicas menstruais. Às vezes, tão intensas que afetam o dia a dia. “Quando a cólica menstrual passa a ser crônica e recorrente, é um sinal de alerta. Doenças como endometriose, ovário policístico e a doença inflamatória pélvica são só alguns dos problemas que podem causar tanta dor. Nesses casos, nem medicamento traz alívio. Há casos que exigem operação”, alerta Giraldo. Daí ser obrigatório investigar a fundo as causas dessas dores recorrentes. O médico pode pedir exames para indicar o melhor tratamento. 


Entendendo a endometriose
No período fértil, os hormônios deixam o endométrio (tecido que reveste o útero) mais grosso para facilitar a fecundação. 
Quando não há gravidez, ele descama e ocorre a menstruação. O problema acontece quando o endométrio não é expelido totalmente com o sangue. Nesse caso, alguns fragmentos vão para as trompas e podem se espalhar por outros órgãos, como ovários, intestino, reto e bexiga. Quando as trompas ficam obstruídas, a mulher não engravida.


Pra aliviar o incômodo

Sua mãe estava certa quando dizia para não andar descalça que a cólica podia piorar! “Sabemos que o frio provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos do nosso corpo. No caso específico da cólica menstrual, a vasoconstrição dificulta a oxigenação do útero e, consequentemente, isso aumenta a dor”, explica o médico. Portanto, aquecer uma bolsa de água ou mesmo esquentar um pano grosso com o ferro de passar pode ajudar na dilatação dos vasos, aliviando bastante o incômodo.  Além disso, fazer exercícios leves, como alongamentos ou caminhada, ajuda a liberar endorfina, hormônio responsável pelo bem-estar. A atividade física, além de distrair, ativa a circulação sanguínea do corpo e ameniza a dor. Mais uma dica de ouro: no dia da cólica, evite frituras. Alimentos gordurosos aumentam a produção de hormônios que causam a contração do útero. No lugar, invista em opções ricas em 
ácidos graxos, que possuem propriedades anti-inflamatórias. São elas: semente de abóbora, semente de linhaça, amêndoas, nozes, abacate, atum, azeite...


Remédio dá conta? 

Alguns medicamentos, como os anti-inflamatórios, muito usados nesses casos, podem trazer efeitos colaterais sérios. Os exemplos mais comuns são: gastrites, lesões na pele, anemia e até insuficiência renal. Há a possibilidade também de mascarar uma doença mais severa. A ausência de um tratamento adequado pode trazer consequências como infertilidade e dores cada vez mais intensas. 
Por isso, sempre consulte um profissional antes de sair tomando qualquer coisa! 

Não vacile!
Toda dor persistente que incapacite a mulher de fazer suas atividades diárias ou comprometa sua qualidade de vida merece ser investigada com muita atenção.


Tratamentos alternativos 
Outra possibilidade para aliviar o incômodo é o uso da eletroterapia. “Eu gosto muito e recomendo às minhas pacientes, pois a técnica é eficaz, não tem efeitos colaterais e também é menos invasiva”, diz o especialista. Por meio de eletrodos, os estímulos elétricos agem nas fibras nervosas responsáveis pelo transporte do sinal da dor ao cérebro, colaborando na liberação das famosas endorfinas. A técnica pode ser feita em qualquer clínica de fisioterapia. A acupuntura também está sendo usada para aliviar o desconforto de muitas mulheres. A prática, baseada na milenar medicina chinesa, também age estimulando a produção de serotonina e endorfinas no sistema nervoso central, diminuindo, assim, a cólica.



Converse com o médico e investigue as causas reais do seu mal-estar!
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