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Síndrome do impostor: será que você sofre desse mal? Entenda a condição

Será que você sofre da síndrome do impostor? Profissional explica

Da Redação Publicado em 09/02/2020, às 08h30

É importante saber que pessoas que não se sentem assim apresentam desempenhos semelhantes ao seu - Banco de Imagem/Getty Images
É importante saber que pessoas que não se sentem assim apresentam desempenhos semelhantes ao seu - Banco de Imagem/Getty Images

Você já se sentiu como se não fosse merecedora do sucesso e reconhecimento? Como se isso fosse uma fraude, uma mentira? Se a resposta for sim, você pode sofrer da síndrome do impostor

Essa condição ainda não foi incluída em um manual de classificação de transtornos, mas tem sido estudada e merecido a atenção da mídia. Os sintomas incluem ansiedade e preocupação quanto à sua performance, medo de falhar, de não ser capaz e necessidade de pedir ajuda por parecer não saber como agir, um não pertencimento ao grupo. 

Muitas vezes, portadores abandonam cursos ou trabalho por medo de não serem bem-sucedidos. Claro que devemos diferenciar essa condição de outros transtornos, como depressão, transtorno ansioso e outras neuroses, em que psicólogo e psiquiatra devem ser consultados. 

E, nesses casos, os sintomas são mais graves, afetando outras esferas da vida. Ainda assim, a síndrome do impostor incomoda muito e pode ser tratada com terapia. No entanto, quem sofre com ela precisa olhar e analisar mais criticamente seus sintomas: “Esse pensamento serve para quê? O que vai me trazer de bom? Não será pior para mim se eu agir assim?” 

É importante saber que pessoas que não se sentem assim apresentam desempenhos semelhantes ao seu. Então, dá para ‘poupar’ muito sua energia cerebral se não pensar dessa forma derrotista. Perceba que, assim, começa a surgir uma crítica mais construtiva sobre essas questões. 

Não é que você não possa se sentir dessa forma, mas encarar o outro com a mesma capacidade que você pode ajudar a interromper o processo de desmerecimento, e não deixar que ele tome conta da sua vida. Por último e mais importante, peça ajuda. A maioria dos portadores não se permite fazer isso. Mas faça-o! 

Às vezes, dizer isso a um mentor ou a um colega e receber um elogio anula tais sentimentos, o que também ajuda o grupo e tudo flui. Então, não guarde para você, fale sobre seus sentimentos.

LUIZ SCOCCA é psiquiatra com mais de 20 anos de atendimento em consultório próprio, além da participação em grupos de estudo, congressos e projetos sociais. Formado pela USP e membro das associações brasileira e americana de psiquiatria: ABP e APA.