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Notícias / Bem-estar e Saúde / Varíola dos macacos

Varíola dos macacos: o que fazer ao ter contato com alguém diagnosticado com a doença?

Médico infectologista explica quais medidas devem ser tomadas

Da Redação Publicado em 01/08/2022, às 16h48

Os tipos de contato se dividem em alto, intermediário e baixo - Divulgação
Os tipos de contato se dividem em alto, intermediário e baixo - Divulgação

Como toda doença nova, a varíola dos macacos (Monkeypox) traz consigo muitas incertezas de qual é sua verdadeira gravidade, os sintomas e, principalmente, como se cuidar para evitá-la e propagá-la.

Apesar de serem apenas oito mortes dentre 21 mil casos positivos da doença no mundo, ela começa a preocupar e o governo de Nova York, nos Estados Unidos, já decretou emergência no setor de saúde por conta dela.

De todas as formas, é importante saber o que fazer para evitar sua proliferação. Por isso, AnaMaria Digital trouxe algumas dicas compartilhadas pelo médico infectologista Vinícius Borges em seu perfil no Twitter.

As dicas são válidas para aqueles que tiveram contato com uma pessoa diagnosticada com varíola dos macacos (Monkeypox) nos últimos 21 dias. Elas são diferentes dependendo do tipo de contato: de alto, médio e baixo risco.

Alto Risco

Tipo de contato:

1. Sexo ou contato íntimo com alguém que apresentou o quadro de sintomas nos últimos 21 dias, com ou sem camisinha;

2. Pessoas de casa que tiveram contato pele a pele próximo, como toques ou carícias frequentes, ou que compartilharam roupas de cama, roupas ou toalhas;

3. Fluido corporal (suor, saliva, secreções genitais) em contato com os olhos, nariz ou boca;

4. Ferimentos penetrantes com agulha usada;

5. Pessoa na sala durante um procedimento médico de geração de aerossol sem Equipamento de Proteção Individual (EPI);

6. Mudar a roupa de cama de um paciente sem EPI.

O que fazer?

1. Monitorar sinais e sintomas (febre, dor no corpo, gânglios aumentados e lesões de pele) por 21 dias

2. Evitar contato sexual ou íntimo e outras atividades que envolvam contato pele a pele por 21 dias a partir da última exposição;

3. Evitar o contato com pessoas imunossuprimidas (com imunidade baixa), gestantes e crianças menores de 5 anos, sempre que possível, por 21 dias a partir da última exposição;

4. Considerar a liberação do trabalho após uma avaliação de risco por 21 dias, se o trabalho envolver contato pele a pele com pessoas imunossuprimidas, mulheres grávidas ou crianças menores de 5 anos (não limitado a profissionais de saúde);

5. Viagem internacional não é aconselhável.

Risco Intermediário

Tipo de contato:

1.Examinar paciente antes do diagnóstico sem EPI adequado;

2. Ficar no quarto do paciente sem o uso de EPI apropriado e a uma distância menor que um metro, por pelo menos 15 minutos;

3. Ter contato domiciliar de menor risco, ou seja, indivíduos que moram no mesmo domicílio, mas não atendem aos critérios do primeiro cenário (alto risco);

4. Compartilhar o carro com alguém infectado ou sentar ao lado no avião;

5. Pacientes que acompanham alguém que seja um caso confirmado antes do quarto hospitalar ser limpo;

6. Derramamento ou vazamento de amostra de laboratório na pele intacta.

O que fazer?

1. Monitorar sinais e sintomas;

2. Evitar contato sexual ou íntimo e outras atividades que envolvam contato pele a pele por 21 dias a partir da última exposição;

3. Viagem internacional não é aconselhável

Baixo Risco

Tipo de contato:

1. Equipe de saúde usando EPI apropriado;

2. Equipe de saúde entrando no quarto do paciente sem EPI

a. sem contato direto com paciente ou seus fluidos corporais; ou

b. mantendo uma distância de mais de um metro do paciente;

3. Pessoa que realiza a descontaminação de quartos onde um caso confirmado ficou, usando EPI apropriado;

4. Passageiros sentados numa distância de 3 filas, mas não diretamente ao lado de caso no avião

O que fazer:

1. Não há recomendações específicas, o ideal é continuar se cuidando.