AnaMaria
Casa / Animal

Animais de estimação: por que eles destroem tudo?

Animais mais novos sempre procuram superfícies diferentes para roer e destruir

Da Redação Publicado em 01/06/2019, às 08h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h47

Esse processo faz parte do desenvolvimento sensorial dos filhotes - Banco de Imagem/Getty Images
Esse processo faz parte do desenvolvimento sensorial dos filhotes - Banco de Imagem/Getty Images

Um dos problemas comportamentais que mais causam prejuízos aos tutores são as destruições de objetos da casa. Os motivos para essa conduta variam. Portanto, a forma de conduzir o tratamento dependerá de cada caso. 

Na maioria das vezes, a destruição está vinculada à falta de atividade física do pet. Então, preocupe-se em saber se essa necessidade do cão tem sido atendida. Caso contrário, aumente o número de passeios e brincadeiras.

Dependendo da situação, recorrer a um day care vale como opção para os animais que ficam o dia todo sozinhos em casa. Outro motivo que leva às destruições: síndrome de ansiedade de separação. 

O problema acomete pets com apego excessivo ao dono e, muitas vezes, acreditam que determinada ação trará o tutor de volta. Nesse caso, pode ser necessária a ajuda de um adestrador e um veterinário comportamental. 

Juntos, iniciarão um protocolo de tratamento adequado. Existem também os casos clichês de filhotes. Animais novos sempre procuram superfícies diferentes para roer e destruir. Faz parte do processo de desenvolvimento sensorial deles. 

O nosso dever é oferecer os objetos seguros e indicados para pets e colocar à distância os perigosos ou aqueles com os quais não queremos que eles “brinquem”. Costumo comparar esse tipo de situação com a de uma criança de 1 ou 2 anos de idade.

Se não a deixaríamos sem supervisão para mexer em qualquer objeto da casa, por que deixaríamos um filhote? Independentemente do motivo da destruição, lembre-se: o seu pet sempre valoriza as coisas valorizadas por você e muitos comportamentos são adquiridos por imitação. 

Ou seja, cuidado com os objetos que manuseia sempre, como o carregador de celular, chinelos e controle remoto. Em contrapartida, valorize os brinquedos do amigo quando ele estiver por perto, por meio de brincadeiras e interações. Mais dicas? Faça uma espécie de rodízio com esses brinquedos, trocando-os a cada dois dias para o pet não enjoar e sempre achar a opção interessante.

MARCELA BARBIERI BORO, zootecnista, graduanda em medicina veterinária, adestradora e franqueada da Cão Cidadão.