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Festas juninas: de cuidados e dicas para economizar e se divertir em família

Cuidados e dicas para economizar e se divertir em família nas festas juninas

*Priscila Correia, do Aventuras Maternas, colunista de AnaMaria Digital Publicado em 24/06/2022, às 08h00

Dicas para curtir as festas juninas em segurança com a família. - Chris Lawton/Unsplash
Dicas para curtir as festas juninas em segurança com a família. - Chris Lawton/Unsplash

O mês de junho está chegando ao fim, mas uma das festas mais emblemáticas do Brasil promete seguir por julho, especialmente por juntar o frio, as férias, e, claro, a vontade de festejar. Mas, se por um lado as festas caipiras estão acontecendo a todo vapor, principalmente por todos estarem com saudade de dançar quadrilha, pular fogueira e comer as delícias que essa época do ano tem.

Por outro há a preocupação com a covid-19, que está novamente com grande número de casos (e subindo). E mais: além da pandemia, outras viroses, como a gripe, também estão em alta. E, aí, ficam as perguntas: como comemorar com tranquilidade? Como equilibrar cuidados com as festas? Como aproveitar com as crianças sem medo? Este é o tema do Aventuras Maternas de hoje!

Rubia Galante Colber, mãe de Zara, de 3 anos, conta que está super animada com os festejos juninos. E ela tem razão. Além de ser o primeiro ano que vai curtir com a filha, inclusive com a pequena dançando quadrilha, parte desses momentos farão parte das recordações da menina quando se tornar adulta.

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Rubia e a filha, Zara. (Crédito: Arquivo pessoal)

“Essas memórias são super importantes para nossas memórias afetivas. Eu mesma lembro muito das festas que ia quando criança, especialmente as da escola, que foram as que mais me marcaram. Por isso acho tão importante ela aproveitar esse momento, porque serão sempre histórias felizes para revisitar quando for mais velha. Além disso, como Zara adora festas e dançar, certamente será muito divertido”, conta.

Outra mãe que adora essa época de festas caipiras é Loida Manzo, mãe de Enrico, de 13 anos. "Eu sou animada para tudo, mas esse período é um dos melhores que temos. Me lembra muito quando era adolescente e íamos em turma, era um frio sem fim, mas foi uma das melhores fases da minha vida, que jamais esquecerei. Tenho também diversas lembranças de quando era pequena, com meus irmãos, família e amigos, e torço para que o Enrico também tenha essas memórias, pois são momentos que a gente leva pra sempre”, comenta.

Mas além da alegria natural que essas festas proporcionam, Loida pontua um detalhe importante sobre as que vão acontecer esse ano, especificamente: “A pandemia nos trouxe muitas dores. Perdi pessoas que eu amava, assim como outras milhares de famílias. Então, vejo esse retorno às comemorações como uma nova oportunidade de estarmos com quem amamos, de reavaliarmos nossas prioridades, de dar valor ao que muitas vezes esquecemos de valorizar, de ir além da comemoração e ajudar quem precisa. Até março de 2020, a gente jamais imaginou ficar sem essas reuniões em família e com amigos. Portanto, é hora de comemorar, ficar junto e criar muitas memórias afetivas”, completa.

A ALEGRIA NO PRESENTE E O CUIDADO COM O FUTURO

A psicóloga Sônia Prado, professora e coordenadora do curso de Psicologia da Estácio, conta que, após dois anos, retornar às festas, principalmente as juninas, um dos eventos mais importantes e significativos da nossa cultura, é realmente importante. “Trata-se de um encontro que possibilita a integração entre as pessoas e, principalmente, entre as crianças. Essa festividade estimula competências importantes para a sociabilização, como a cooperação, a paciência e o respeito. Além disso, o trabalho com elementos de culturas e regiões diferentes permite desenvolver a empatia e a noção de alteridade, bem como a tolerância dos estudantes", avalia.

Para as crianças, em especial, é um momento de integrar famílias e se posicionar novamente de forma crítica por meio de brincadeiras e integração, mostrando suas competências por meio das danças e dos jogos juninos. Além desses aprendizados, segundo ela, essas festas também são uma das poucas ocasiões em que pais e filhos se divertem realmente juntos, já que os festejos juninos são, além de um evento cultural, um momento de muito socialização entre pessoas, onde se intensificam as relações familiares – e isso é fundamental para o desenvolvimento emocional dos menores.

Entretanto, ainda que o momento seja importante pelo ponto de vista das memórias a serem construídas e do emocional das crianças, alguns pais ainda estão com medo de deixarem os filhos irem às festas. Afinal, é quase impossível imaginar encontros como esses sem que haja aglomeração. Sobre isso, a também psicóloga Julia Vicente Galli, psicóloga na Fundação Edmílson, faz um alerta importante: é claro que participar de comemorações típicas é algo que as crianças querem muito, mas o receio dos pais é compreensível.

"E essa percepção é válida, pois a contaminação ainda existe. Então, acredito que para diminuir a frustração desses pequenos, é preciso um diálogo aberto para evitar conflitos e ansiedade, quando não participarem das festas. Já para os pais que optarem por deixar os filhos irem aos festejos, é importante reforçar o uso de máscaras de proteção, além do álcool em gel, orientando para não levar as mãos a boca, nariz e olhos”, sugere. E complementa: “Embora todos estejam tentando retornar ou dar continuidade à vida de antes, cada família resolve individualmente quando e como será esse retorno. Para muitos, vida que segue. Para outros, ainda é confuso e perigoso. Entretanto, embora o tempo de cada um deva ser respeitado, esse retorno não precisa ser tão penoso como os dois últimos anos. Se a mãe ou o pai, ou até mesmo a própria criança, perceber que está sendo mais difícil voltar, oriento a buscar ajuda e orientação psicológica para seguir um caminho de menos sofrimento e de mais esperança.”

Para a biomédica Alessandra Roggerio, professora e coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio, os cuidados durante os festejos caipiras devem ser mantidos como no início da pandemia, como:

  • ficar de máscaras;
  • ter atenção aos alimentos que são manipulados e que estejam expostos;
  • não transportar comida que não esteja embalada em locais com grande número de pessoas;
  • não compartilhar objetos como copo, talheres e pratos;
  • procurar um local mais reservado para comer.

Além disso, é preciso lembrar de manter a constante higienização das mãos das crianças com água e sabão, ou álcool gel, principalmente após as brincadeiras e antes de comer. “A conscientização sobre os riscos de adquirir a doença deve continuar. Portanto, os protocolos também. Essas orientações devem ser constantes até que se tornem um hábito. Inclusive, é importante também manter um diálogo com os pequenos, explicando claramente os motivos para que entendam esses cuidados. Sobre as máscaras, sabemos que nem todos estão usando como deveriam. Então, independentemente de outras pessoas, continue usando, especialmente em locais fechados, retirando-as apenas no momento em que for comer ou beber alguma coisa, e evite lugares com aglomeração”, reafirma.

Já o pediatra Pedro Cavalcante, que é membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, diz que embora o momento não seja propício para aglomerações, entende que todos, principalmente as crianças, estejam ansiosos pelas festas juninas. “Acho as manifestações culturais super importantes para o desenvolvimento dos pequenos. Sugiro que, principalmente no caso de imunodeprimidos, os pais e responsáveis conversem com o pediatra que acompanha a criança, pois ele poderá dar orientações especificas para a família sobre ir ou não a determinado evento. Quanto a alimentação, sim, podem comer as delícias das barraquinhas, mas de preferência em locais com pouca aglomeração para que tirem as máscaras mais tranquilamente.”

O especialista lembra, ainda, que não é apenas a Covid que preocupa nesse período. Outros vírus respiratórios, como o pneumovirus, que são os mesmos da covid-19, também estão por aí, além dos enterovirus, que causam diarreias. Assim, pais e as crianças maiores, que já são mais independentes, devem ter muito cuidado com a higiene das mãos e saber a procedência dos alimentos que estão manipulando e ingerindo. Já os menores, é claro, precisam ser ajudados por alguém mais velho.

"Além disso, mantenha o hábito de fazer lavagem nasal com soro fisiológico, de preferência antes de sair de casa e quando voltar. Fazer isso ajuda manter as narinas limpas e evitar a contaminação”, pontua, antes de complementar: “Além de todo esse aumento dos casos de virose, estamos em um momento de baixa do sistema imunológico das crianças. Devido a pandemia, muitas ficaram sem contato social, deixando esse sistema imunológico menos treinado para defender o corpo. A importância de seu filho ter um pediatra de confiança ajuda a resolver muitas questões e orientar, evitando, por exemplo, o uso indevido de diversos medicamentos, como observamos diariamente, que acabam atrapalhando ainda mais o sistema de defesa da criança”.

FESTA JUNINA NA PRÁTICA

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Festa junina na Fundação Edmílson (Crédito: Arquivo pessoal)


Mas, afinal, como essas festas vão acontecer esse ano, na prática? Na Fundação Edmílson, entidade sem fins lucrativos que atende em contraturno escolar, com o objetivo de fornecer um ambiente onde as crianças carentes possam desenvolver-se social e intelectualmente, com atividades esportivas, culturais e em informática gratuitas, esse foi o primeiro arraiá que aconteceu no polo de Santana de Parnaíba. O evento foi aberto para o público em geral, pois tinha como objetivo arrecadar recursos para a Fundação Edmílson - 100% dos recursos captados pelas barracas da Fundação foram revertidos para ajudar as 800 crianças que atendem; já para as barracas lideradas pelas mães de alunos, esse percentual foi de 30%.

“Foi uma festa com muitas atrações, mas seguindo todas as medidas de segurança contra a Covid adotadas pelo município. Tivemos programação para todas as idades, com diversos shows musicais, apresentação do humorística Felipe La Rosa, presença dos pentacampeões Edmílson e Belletti e a apresentação dos nossos alunos”, detalha Siméia Moraes, Diretora Geral da instituição. E a festa da Fundação não foi apenas uma oportunidade para diversão. Como dito acima, algumas barracas foram lideradas pelas mães de alunos, como as de canjica, arroz doce e caldo. “Nosso objetivo foi incentivar o comércio local, bem como dar a oportunidade para que as famílias pudessem ter uma renda extra com esse grande evento, já que a maioria delas vive em estado de vulnerabilidade social. Foi a primeira vez que abrimos esse espaço para a comunidade. Caminhamos juntos ao longo do ano e essa parceira deve se fortalecer ainda mais depois desse evento”, complementa Siméia.

Na família de Luiza Correia, mãe de Ana e Clara, de 6 e 8 anos, tradicionalmente eles fazem essa festa há 20 anos na casa da família na serra fluminense, em Teresópolis. Mas depois do início da pandemia, essa será a primeira. “Estamos animados, claro, mas os amigos dos amigos, que antes eram bem-vindos, esse ano não serão convidados. Queremos reduzir o número de pessoas, especialmente porque temos muitos idosos e crianças na família", conta.

Ela diz ainda que, como estarão em menor número, eles combinaram de combinamos de todos testarem alguns dias antes, para evitar problemas, e poderem se abraçar, dançar e comemorar sem máscaras. "Inclusive, estamos tentando manter o isolamento dentro do possível por 15 dias antes da festa, para que ninguém precise faltar (a festa será no início de julho). Até as comidinhas, que antes eram encomendadas de fora, serão feitas por nós quando chegarmos à cidade. Que a minha avó, que é a idealizadora dessa festa caipira anual, não escute, mas ouso dizer que todos aguardam mais por esse encontro que por outras datas tradicionais em família, como Natal”, comenta.

Já na escola das meninas, a festa desse ano será apenas para as crianças, sem a presença nem mesmo dos pais. “Nos anos antes da pandemia, a escola das minhas filhas fazia um grande evento. Era aberta até para pessoas de fora da escola. Mas esse ano vão fazer apenas para os alunos e durante a semana”, conta Luiza. Outra escola que fará uma festa pequena será a Escola Mendes Faria - porém, por lá, com a presença dos pais que quiserem ir. “A nossa será em dia de semana e em horário de aula, e isto tornará o evento pequeno, quase que interno. Mesmo sendo de grande importância trazer os pais para a escola, nesse momento seremos bem restritos com os convidados”, explica Fátima Faria, pedagoga e diretora da instituição.

TEM QUE TER COMIDA BOA

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Crédito: Divulgação

Além da diversão com quadrilhas e brincadeiras, festa caipiras são sinônimo de comida boa e com aquele gostinho de fazenda. Mas é preciso atenção ao que se consome. Afinal, não é raro encontrar muitos doces industrializados nessas ocasiões.

A nutricionista Sandra Chemin, membro do comitê científico consultor do Ilsi Brasil (International Life Sciences Institute do Brasil), pontua que dentro do cardápio tradicional dessas festividades, algumas opções são mais saudáveis, como milho verde, batata doce, espetinho de frango, quentão sem álcool, pipocas (com especiarias, açúcar mascavo e cardamomo ou cúrcuma), arroz doce tradicional, curau e cuscuz paulista. Já outras comidas muito encontradas nessas festas, como cachorro-quente, pé de moleque e bolos recheados, devem ser consumidos com bastante moderação. A também nutricionista Fabiana Guimarães, sugere, ainda, pinhão e caldos (porém, neste segundo, é preciso ficar atento a forma de preparo).

Na sequência, convidamos Sandra e Fabiana a dividir algumas receitas gostosas e saudáveis (e até low carb) para quem pretende manter uma alimentação equilibrada durante os festejos caipiras:

Cuscuz de Legumes e sardinha, por Sandra Chemin

Ingredientes: 1/3 de xícara (chá) de azeitonas pretas picadas, 5 tomates, 300g (1 frasco) de palmito em conserva, 2 ovos cozidos, 1 lata de sardinha em conserva, 2 colheres (sopa) de óleo, 1 cebola média picada, 100 g de vagens picadas, 1 lata de milho, 1/2 pimentão vermelho picado, 1/2 pimentão verde picado, 1/2 lata de ervilha, 200 g de farinha de milho, 1 colher (sopa) de farinha de milho grossa, salsa a gosto, sal a gosto.

Modo de preparo: Decore uma forma redonda com buraco no meio com algumas azeitonas, fatias de 1 tomate, metade do palmito cortado em rodelas, fatias de ovo cozido e a sardinha. Numa panela, refogue a cebola no óleo. Acrescente o restante do tomate picado e deixe ferver até desmanchar. Junte o milho, as vagens, os pimentões e o sal. Misture bem, acrescente 2 xícaras de chá de água e deixe cozinhar até amaciar os legumes. Coloque a salsa, a ervilha, o restante das azeitonas e do palmito picado. Coloque mais sal se necessário. Acrescente a farinha aos poucos, mexendo até virar um angu. Coloque na forma cuidadosamente e aperte bem. Desenforme e sirva.

Batata doce chips, por Sandra Chemin

Ingredientes: 300g de batata doce, 2 colheres de sopa de azeite de oliva, 1/4 colher de chá de sal.

Modo de preparo: Pré-aqueça o forno a 180° C. Higienize, descasque e corte num ralador as batatas em fatias finas. Mergulhe na água gelada por 10 minutos. Escorra e seque as batatas com papel toalha e pincele dos dois lados com azeite, distribua por cima de uma assadeira antiaderente (caso não tenha assadeira antiaderente, distribua em cima de folhas de papel alumínio, com a parte brilhante para dentro). Leve a batata doce chips ao forno e asse por cerca de 40 minutos ou até dourar, sempre olhando e virando as batatas a cada 5 minutos. Polvilhe com sal a gosto e sirva.

Curau, por Sandra Chemin

Ingredientes: 5 espigas de milho duras, 1 litro de leite, 1 1/2 xícaras de açúcar, 1 pitada de sal.

Modo de preparo: Bata o milho com o leite no liquidificador por 3 minutos e passe a mistura em uma peneira bem fina. Coloque em uma panela junto com açúcar e a pitada de sal. Mexa até começar a engrossar, e deixe cozinhar por cerca de 10 minutos em fogo baixo. Coloque em um refratário e, se preferir, acrescente canela por cima. Deixe na geladeira.

Bolo saudável de fubá, por Sandra Chemin

Ingredientes: 4 ovos, 1/2 xícara de óleo de canola, 1/2 xícara de farinha de trigo integral, 1 xícara de açúcar demerara, 1 xícara de leite de coco light, 1 e ½ xícara de fubá, 1 colher de sopa de erva doce, 1/2 xícara de semente de chia, 1/2 xícara de coco seco ralado, 1 colher de sopa de fermento químico.

Modo de preparo: Separe as claras das gemas e bata em uma batedeira ou na mão até ponto de neve e reserve. Na batedeira, coloque as gemas e o óleo de canola, batendo até formar um creme. Acrescente aos poucos a farinha, o açúcar, o leite de coco e o fubá, mexendo com uma espátula para incorporar todos os ingredientes. Coloque a erva doce, a chia, o coco ralado e o fermento. Misture mais um pouco. No final, incorpore as claras em neve e mexa bem devagar para manter a massa aerada. Em uma forma com furo no meio, unte com óleo de coco e o fubá. Leve ao forno já pré-aquecido a 180ºC por uns 45 minutos, ou até ver que já está cozido.

Queijadinha low carb, por Fabiana Guimarães

Ingredientes: 20g de coco fresco, 2 colheres sopa de parmesão ralado, 1 ovo, 1 colher chá de xilitol (ou adoçante da sua preferência).

Modo de preparo: Misturar todos os ingredientes. Colocar em fominhas untadas com óleo de coco e levar ao forno, média de 15 minutos, até dourar dos dois lados.

Carne louca para acompanhar pães integrais e fermentação natural, por Fabiana Guimarães

Ingredientes: 1kg de carne de lagarto ou de acém (tirinhas finas), 1 folha de louro, 3 dentes de alho amassado, 1/2 colher de sopa de cominho moído, 1 colher de sopa de tomilho fresco, 1 colher de sopa de coentro móido (opcional), 5 colheres de sopa de azeite, 1 lata de tomate pelado picado, 4 tomates maduros picados sem pele e sem semente, 1 pimentão vermelho e 1 amarelo cortado em rodela (opcional), 4 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto, sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo: Tempere a carne com louro, alho, cominho, coentro e tomilho. Adicione o sal e a pimenta. Coloque na panela de pressão. Acrescente o azeite e refogue até dourar bem. Adicione 4 xícaras de chá de água e os tomates. Cozinhe por 1h30, contando a partir do momento que pegar a pressão. Retire do fogo, deixe sair o vapor com cuidado. Retire a carne do molho e desfie. Volte a carne a panela e reserve. Em uma frigideira, aqueça o azeite restante e refogue a cebola e o pimentão até ficarem macios. Acrescente o vinagre e refogue por mais 1 minuto. Junte o refogado à panela e cozinhe por mais 15 minutos. Verifique o tempero e está pronto para servir.

Em tempo: Não tem sido fácil esticar o dinheiro do mês e proporcionar lazer e diversão para as toda a família. Entretanto, é necessário. Para a especialista em entretenimento infantil Grasiela Camargo, sócia da bilheteria digital Clubinho de Ofertas, encontrar formas de entreter os filhos com segurança e dentro do orçamento familiar atual é tarefa que já faz parte da rotina de muitas famílias. “Poucos produtos e serviços não aumentaram os preços no último ano. E o maior problema disso é que os salários não tiveram os mesmos reajustes. Por outro lado, após os últimos dois anos de restrição, as crianças querem sair e explorar o mundo, além de vivenciar as maravilhas da nossa cultura, seja em passeios ao teatro, parques e agora em junho, às famosas festas caipiras", lembra. Por isso, Grasiela pontua abaixo 5 dicas para economizar com as crianças na temporada caipira:

1. Trajes: Chapéu caipira, pintas no rosto das damas, um bigodinho para os cavalheiros e muita criatividade nas roupas. Só com esses detalhes, as crianças já entram no clima e ficam super animadas com as festas de junho. Mas não é preciso comprar uma roupa nova, afinal peças mais antigas que do armário podem ser customizadas. Uma calça jeans pode ganhar retalhos, um lenço quadriculado, uma flor de tecido e até caixa de fósforo podem ajudar a transformar uma roupa comum em traje típico;

2. Decoração lúdica: Utilize peças e acessórios de festas passadas e que já tenha em casa, mas mudando a arrumação, para dar uma cara nova. Se a parede do ano passado tinha um chapéu e bandeirinhas, que tal este ano mudar e colocar apenas as bandeirinhas e o chapéu sobre a mesa para enfeitar? Vale também envolver as crianças na arrumação. Elas podem cortar bandeirinhas, fazer colagens com papéis de presente e revistas. Na mesa de comidinhas, os chapéus de caipira também podem ser usados para colocar paçoca, amendoim ou docinhos dentro;

3. Cada um leva o seu: É possível organizar uma festa colaborativa, onde cada convidado leva um quitute junino doce, salgado ou bebida. Assim é possível ter uma mesa bem variada, sem pesar para ninguém;

4. Planeje-se: Se você não gosta de organizar eventos, mas está planejando levar as crianças nas festas do bairro, a dica é estabelecer o valor que pode gastar e levar a quantia em dinheiro. Deixar o cartões em casa e agir como antigamente ajuda a evitar a tentação de comprar mais um quitute ou mais uma cartela de bingo e pode envolver as crianças na economia, porque elas podem controlar os próprios cupons juninos, escolhendo o que preferem fazer;

5. Comidas de festa junina: As delícias caipiras são a parte favorita de muita gente. Mas, com o aumento dos preços dos produtos, é importante pesquisar os valores dos ingredientes e optar por receitas que utilizem o que está mais em conta.

“Além dessas dicas, no Clubinho também temos festas e outros eventos com essa temática com descontos. Para quem mora em São Paulo, há opções como o Arraiá Patati Patatá e o Arraial com Mickey e Minnie no Parque Della Vittoria”, conclui Grasiela.

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