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Sabia que os Veículos Autônomos podem tornar as viagens mais seguras?

Veículos autônomos também são conhecidos como veículo robótico, ou veículo sem motorista

*Juliano Schimiguel, colunista de AnaMaria Digital Publicado em 23/03/2022, às 08h23

O veículo autônomo também é conhecido como veículo robótico, ou veículo sem motorista. - Roberto Nickson/Unsplash
O veículo autônomo também é conhecido como veículo robótico, ou veículo sem motorista. - Roberto Nickson/Unsplash

Você já ouviu falar dos carros ou veículos autônomos? Eles são aqueles que dirigem e se locomovem de forma autônoma, ou seja, sem a necessidade de um motorista dirigindo. Pode parecer assustador, mas isso já é uma realidade em muitos países, inclusive no Brasil.

Entre algumas das motivações para a existência de carros autônomos, segundo o Prof. Michel Bernardo Fernandes da Silva, podemos destacar:

  • tornar as viagens com os veículos mais seguras;
  • aumentar o conforto dos ocupantes;
  • melhorar a acessibilidade aos serviços de transporte;
  • contribuir para o estabelecimento de novas formas de mobilidade.

Poderíamos ainda pensar no melhor aproveitamento do nosso tempo, por exemplo, durante uma viagem com carro autônomo numa rodovia bem sinalizada, bem conservada, com velocidade máxima de 120 km/h. Podemos destacar, aqui no Brasil, que a Rodovia dos Bandeirantes (CCR/AutoBan), que conecta os municípios de São Paulo/Capital, Jundiaí, Campinas, e Piracicaba, possui essas características.

Também seria possível fazer bom uso de um carro autônomo na hora do rush (de trânsito pesado) em uma grande metrópole, como São Paulo (SP), nas Marginais Pinheiros e do Tietê. Enquanto o carro dirige por nós, poderíamos estar descansando, lendo um livro, participando de uma reunião remota, trabalhando no notebook, entre outras tarefas.

EVOLUÇÃO

Falando da evolução dos carros autônomos, podemos destacar o DARPA Grand Challenge – um Desafio de Carros Autônomos. O primeiro, em 2004, o trajeto era de 240 km no deserto, mas nenhum carro conseguiu completar. Já em 2005, em um trajeto de 212 km, cinco veículos completaram o desafio.

Em 2007, ocorreu o Urban Challenge – um desafio urbano, dentro da cidade, com 89 equipes participantes. Foram 97 km dentro da cidade e respeitando as leis de trânsito na Califórnia, nos Estados Unidos.

De acordo com o prof. Michel, em 2012, o Toyota Prius, com tecnologia Google, recebeu licença para circulação, em Nevada (USA). Na oportunidade, engenheiros do Google testaram o carro nas ruas da Califórnia, sob supervisão de um motorista profissional, que estava pronto para assumir o comando do veículo, caso acontecesse qualquer tipo de problema.

Na categoria Personal Rapid Transit – para trânsito rápido individual ou para poucas pessoas, podemos destacar o veículo Heathrow, no aeroporto de Londres; o veículo Rivium Parkhshutle, num parque da Holanda; o veículo Masdar City, para transitar dentro dos Emirados Árabe.

Existem também os “Minibus Elétricos Autônomos”, como é o caso do veículo EasyMile, projetado pelas empresas Alstom e Continental, que transporta 12 passageiros, sendo 6 sentados, e opera em 30 cidades de 16 países diferentes. O veículo Apollo, que foi projetado pela Baidu, e Toyota; permite 14 passageiros, sendo 8 sentados, de acordo com o professor Michel Silva.

Já na Olímpiada de Tokyo, em 2020, foi disponibilizado o veículo e-Pallete (produzido pela Toyota), que tratava-se de um serviço circular dentro da Vila Olímpica, com possibilidade de 7 passageiros sentados e 4 cadeirantes. Podemos também destacar os “Delivery Robots” – veículos autônomos de entrega, oferecidos pelas empresas: Stars hip, Amazon, e FEDEX.

Para quem ainda está conhecendo esse mundo dos carros autônomos, eles, para se locomoverem, usam sensores por todo o carro, câmeras integradas, radares, possuem acesso à internet, conexão com GPS (Sistema de Posicionamento Global), entre outros.

DESAFIOS

Os carros autônomos ainda possuem desafios para segurança, como problemas com pontos cegos, responsabilidade civil e criminal em acidentes, e utilização em vias não estruturada. No Brasil, podemos destacar os caminhões autônomos da Vale. São 6 caminhões que ficam fora de estradas, e estão localizados no Complexo de Carajás, no Pará.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações da empresa voltadas para ampliar a segurança dos empregados, e tornar a operação mais ambientalmente sustentável. Os caminhões autônomos são controlados por sistemas de computador, GPS, radares e inteligência artificial, e percorrem a rota entre a frente de lavra e a área de descarga.

Já a Tesla é famosa pelos seus carros elétricos, entretanto, alguns deles se destacam por serem equipados com tecnologia de assistência à direção; mas eles não são considerados autônomos completamente, baseando-se na escala da Sociedade Brasileira da Mobilidade (SAE). Os carros da Tesla ainda não conseguem andar sozinhos, eles são considerados “semi-autônomos”.

FUTURO

De acordo com informações de agosto de 2021 do G1, a Waymo – Empresa de Transportes do Google, iniciou testes abertos ao público de carros autônomos, em São Francisco, Estados Unidos. A empresa já testou viagens de carros autônomos com seus funcionários na cidade, e também já está realizando testes com consumidores.

A Amazon anunciou seu carro autônomo para robotáxis, o Zoox; que tem capacidade para quatro passageiros e sistema bidirecional para manobras consideradas mais difíceis. O veículo também é totalmente elétrico, e pode atingir até 120 quilômetros por hora. Seu design lembra uma carruagem e sua bateria promete até 16h de autonomia.

Já a Apple prevê o lançamento de seu carro 100% autônomo para 2025. No caso, o Apple Car não exigirá intervenção de um motorista ou dos passageiros em qualquer condição, ou situação. O veículo, chamado de Projeto Titan, estará no nível 5 dos padrões do SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos). Sendo assim, o carro se autodirigirá e não terá volante ou pedais.

Esperamos ter desbravado um pouco o mundo dos carros autônomos. Até o próximo artigo!!!

*JULIANO SCHIMIGUEL é Pesquisador, Orientador de Pós-Doutorado, Doutorado e Mestrado, Professor Universitário (Universidade Cruzeiro do Sul – São Paulo/SP, Centro Universitário Anchieta – Jundiaí/SP) e escreve sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), além de seu impacto na sociedade e no ensino e aprendizagem. Para encontrá-lo, basta acessar seu LinkedIn, seu Instagram, seu Canal no Youtube ou mandar um e-mail: schimiguel@gmail.com

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