AnaMaria
Comportamento / Bem-estar

Cuidado com a internet: veja dicas simples para nunca cair em golpes digitais

Evite ter dor de cabeça mantendo seus dados pessoais e bancários seguros

*Juliano Schimiguel, colunista de AnaMaria Publicado em 18/02/2021, às 08h20

Boletos e sites fakes, lojas fraudulentas... É preciso ficar de olho! - Pixabay
Boletos e sites fakes, lojas fraudulentas... É preciso ficar de olho! - Pixabay

Hoje em dia é fato que a internet possibilita inúmeras facilidades em nossas vidas. Podemos pedir um carro rapidamente através de um aplicativo para celular; dá para fazer compras online no supermercado e solicitar para entregar em nossa residência, além de ser possível utilizar sistemas de e-commerce (comércio eletrônico) para comprar bens de consumo diversificados, como eletrônicos, artigos esportivos, móveis, pneus, e até automóveis.

Entretanto, não podemos descuidar da segurança da informação, especialmente em relação ao controle e sigilo para o acesso às informações no mundo digital. Veja: numa situação de compra de um produto em um comércio eletrônico, é claro que o cliente não deseja que seus dados pessoais e de pagamento caiam em mãos erradas, como o número de CPF, do cartão de crédito e seu código de verificação, entre outros.

COMO GARANTIR A SEGURANÇA?
Antes de mais nada, é fundamental comprar bens e produtos em lojas de comércio eletrônico conhecidas, e que preferencialmente tenham também lojas físicas. Existem alguns portais que confirmam a credibilidade de sites de e-commerce, como o Buscapé, que indica sistemas seguros de compra. Além disso, eles possuem um serviço de seguro, para caso a compra não seja bem-sucedida.

Aqui, a principal dica é estar muito atento. Ao acessar uma loja virtual, tome cuidado com a URL, que nada mais é do que o link na internet disponível para acessar a loja, geralmente iniciando por http ou www. Caso seja uma loja falsa, ele vai ter informações duvidosas e, até mesmo, pode executar um programa de computador em sua máquina.

Lojas virtuais fakes podem até, muitas vezes, possuir uma estética e visual parecidos com lojas conhecidas, mas no momento que você tenta acessar os recursos, passando com o mouse por cima dos botões, nada vai acontecer. De forma geral, a única coisa que funciona é um cadastro, para que você coloque suas informações pessoais, que vão ser utilizadas indevidamente em outro momento.

OLHO NO CADEADO
Sites de comércio eletrônico seguros e conhecidos geralmente possuem o ícone de um cadeado no rodapé do visualizador de páginas Internet (Google Chrome, Microsoft Edge, Mozzila, Firefox, Ópera, etc), quando a compra está sendo efetivada com a colocação dos dados do cartão de crédito.

Também é necessário tomar muito cuidado com boletos duvidosos enviados por e-mails. Aqui, o endereço de email do remetente costuma ser estranho, com caracteres que muitas vezes não reconhecemos com facilidade. É como dizer que é seu boleto para pagar a Netflix, mas o e-mail que te enviou não tem relação alguma com o serviço de streaming, sabe?

Em alguns casos, o link para acessar o suposto boleto leva a execução de um programa hacker em seu computador, que poderá ficar residente em sua máquina, enviando todos os seus dados pessoais para o hacker em questão.

OUTRAS DICAS
Boletos fakes costumam vir com erros de digitação e de português, fique atento! E, ao fazer a leitura do código de barras para realizar o pagamento, sempre cheque se o valor gerado bate com o valor existente no boleto. Distraídos, podemos pagar muito mais do que deveríamos.

Também é fundamental não realizar compras em computadores públicos. O mais recomendavo é usar seu próprio smartphone, ou seu equipamento pessoal. Computadores públicos podem estar com recursos ativados, o que inclui salvamento de dados de formulários. Esses dados ficarão disponíveis -e acessíveis- para os próximos usuários que fizerem acesso ao mesmo computador.

AJUSTE O ALERTA
Um recurso muito utilizado por clientes de cartões de crédito é cadastrar na operadora um sistema de recebimento de SMS, para que toda e qualquer compra e movimentação realizada com o cartão de crédito seja comunicada ao usuário através de mensagem de celular. 

Assim, quando o cliente receber comunicados duvidosos, poderá imediatamente ligar para o banco e cancelar/bloquear seu cartão. Aqueles mais precavidos chegam até a contratar um serviço de seguro para o cartão, que é pago mensalmente, com valores que não são tão altos. Vale a pena consultar essas possibilidades!

*JULIANO SCHIMIGUEL é pesquisador, orientador de doutorado e mestrado, professor universitário (Universidade Cruzeiro do Sul, Centro Universitário Anchieta) e escreve sobre tecnologias da informação e comunicação (TICs), além de seu impacto na sociedade e no ensino e aprendizagem. Para encontrá-lo, basta acessar seu LinkedIn ou mandar um e-mail: schimiguel@gmail.com