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Arquétipos femininos: Valeska Bruzzi explica como a psicologia pode influenciar na sua aparência

Quer mudar o visual? Valeska Bruzzi ensina três maneiras de fazer isso utilizando ideais da psicologia

Da Redação Publicado em 04/10/2021, às 15h45

Especialista em marketing e autoajuda, coach usa experiências próprias para aplicações do dia a dia - Reprodução/Instagram
Especialista em marketing e autoajuda, coach usa experiências próprias para aplicações do dia a dia - Reprodução/Instagram

Quando falamos em mudança de visual, a primeira coisa que vem à mente é o bem estar e a autoestima. Entretanto, existem mais coisas que devem estar presentes nessa escolha. Um exemplo, é a energia dos arquétipos utilizados nessa nova versão, ou seja, a informação que se deseja passar com o novo visual e a energia de transmissão ao outro através da aparência

A maneira que nós nos apresentamos é um tipo de comunicação que transmite ao receptor muitas informações na qual nem é preciso explicação, afinal já está no subconsciente coletivo. 

A especialista em marketing digital e coach de autoajuda Valeska Bruzzi explica que arquétipo é o conceito da psicologia utilizado para representar padrões de comportamento associados à um personagem ou papel social. Eles estão presentes dentro de cada indivíduo, já que cada pessoa possui um inconsciente único, baseado em suas vivências. Isso se mistura com o inconsciente coletivo, gerando assim uma leitura arquetípica para cada pessoa. 

Então, basta entender qual dos arquétipos se encaixa mais para a mensagem que se deseja passar.  “A frase ‘uma imagem vale mais que mil palavras’ nunca fez tanto sentido”, reforça Valeska à AnaMaria Digital.

Para alguém que deseja dar um up na marca pessoal ou até mesmo em seu negócio próprio, uma mudança de visual pode ser benéfica. Sobre isso, Bruzzi dá algumas dicas para quem deseja mudar o visual e passar informações através dele.

Confira!

CABELO, FEMINILIDADE E CONTOS DE FADA
O primeiro passo para começar a entender como os arquétipos estão presentes em nossa aparência física é entender o conceito do cabelo e da feminilidade. Um exemplo são os próprios contos de fadas, tal como explica Valeska.

“O cabelo em geral representa a feminilidade no nosso imaginário, principalmente os cabelos mais longos. Nos contos de fadas, por serem profundamente arquetípicos, as princesas são sempre retratadas com cabelos longos. A única exceção é a Branca de Neve, que usa um corte ‘chanel’, mas não curto reto”, destaca.

Valeska aponta que durante os mais de 100 mil anos de história, a humanidade sempre seguiu por esse caminho. Uma das justificativas é de que o cabelo longo mudava o rosto feminino, além de não atrapalhar as moças em suas funções, que significava cuidar da casa e dos filhos.

Mesmo que a ideia do feminino tenha sofrido constantes mudanças ao longo dos séculos, o desejo de trazer o arquétipo da “mãe” e da energia materna, segue mais forte pelo caminho das madeixas longas.

A HEROÍNA
Foi por volta da primeira guerra mundial em que as mulheres começaram a experimentar novos visuais. Cortaram o cabelo e deixaram para trás roupas justas e corpetes.

Tal mudança no visual foi responsável não só por derrubar o arquétipo da feminilidade como também o arquétipo da amante (as roupas mais sensuais). Surge então a imagem da ‘heroína’, da mulher que vai para o mercado de trabalho e exala a ‘masculinidade’ da moça que vai para a guerra.

Valeska explica: ”Isso não tem a ver com performar o masculino, mas com ativar a masculinidade (animus) que todas as mulheres possuímos.”

CABELOS CURTOS
Entretanto, engana-se quem pensa que apenas a heroína pode ser representada pelo cabelo curto

São diversos os arquétipos evocados com esse tipo de cabelo. Alguns deles são, por exemplo, o da maga, da criativa, da fora da lei, etc. Esses arquétipos foram determinados por conta da fuga do que, até então, era considerado como feminino.

Valeska exemplifica os arquétipos com uma experiência pessoal: antes, quando adotou a “heroína”, passou uma imagem diferente do período que estava de fato vivenciando.

“Quando eu quis adorar o arquétipo da heroína, adotei alguns códigos que eu leio como o do herói”, explica Bruzzi. “Quando eu joguei a pirada do arquétipo do amante (coloquei algumas roupas mais justas e decotadas) foi uma loucura total”, completa.

Comercialmente, Valeska teve seu maior êxito após adotar o arquétipo da amante. Mas ela ressalta as críticas negativas que recebeu: “Fiz o primeiro milhão em menos de um minuto de vendas, mas recebi muito ‘hate’ também. Depois, retornei para o arquétipo da mãe, com o cabelão longo”.