Experimenta maquiagem na loja? Amostras podem fazer mal para saúde

Produtos focados em olhos e boca são os maiores problemas, pois essas áreas têm mucosas e podem transmitir doenças 

sexta 19 outubro, 2018
Tenha cuidado na hora de experimentar alguns produtos.
Tenha cuidado na hora de experimentar alguns produtos. Foto:Shutterstock/Banco de imagens

Você está louca por um novo batom e, animada, vai até a loja de cosméticos atrás daquela cor linda, que viu na boca de sua atriz favorita. Na hora, bate uma dúvida se ele orna mesmo com o seu tom de pele e você decide experimentar o produto para teste, daqueles que ficam disponíveis nas prateleiras de muitas lojas. Grande erro.

O problema é que muitos comércios não têm o devido cuidado com essas amostras de produtos, que ficam abertas e disponíveis para os clientes testarem na própria pele, aumentando o risco de uma contaminação.

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“Algumas bactérias e vírus podem infectar esse item, eventualmente”, explica Adriana Cairo, que é médica preceptora da residência em dermatologia do Complexo Hospitalar Heliópolis, em São Paulo (SP). 

Os produtos com a maior possibilidade de contágio são os que entram em contato com os olhos, nariz e a boca. Isso inclui rímel, delineador, lápis de olho, gloss e batom. “Essas áreas possuem mucosas, o que aumenta muito o poder de transmissão das doenças do que qualquer outro lugar do corpo”, diz Adriana.

100% de germes

Um antigo estudo da Universidade de Rowan (EUA) descobriu que 100% das amostras de maquiagem, coletadas durante um fim de semana, continham germes. Elas vieram de três lojas populares nos Estados Unidos: Macy’s, Ulta e Sephora. Esta última, inclusive, possui diversas unidades no Brasil. Em todas, as amostras coletadas tinham quantidades prejudiciais de bactéria.

Além disso, de acordo com a médica Claudia Marçal, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da American Academy of Dermatology (AAD), o problema é que, muitas vezes, esse produto que fica exposto não é devidamente guardado em lugar fresco e seco. “E geralmente são apresentados embaixo das luzes da loja, por exemplo, um lugar quente e que pode aumentar as chances de contágio”, ressalta.

Mas qual é o problema?

Se o intervalo de tempo de uso entre uma pessoa e outra for pequeno, existe o risco de contrair gripe, mononucleose, além de doenças respiratórias e causadas por bactérias, pois a transmissão se dá por causa da saliva. 

Como fazer, então?

A forma mais segura de testar a maquiagem é utilizando o pulso, onde não existe risco de contato com a corrente sanguínea. “Se precisar ver como fica a cor na sua face, molhar o batom em álcool durante alguns segundos pode matar a maioria das bactérias”, ensina Claudia, antes de ressaltar. “Mesmo assim, isso também não é 100% seguro.”

Adriana Cairo lembra que outra boa recomendação é utilizar os aplicadores descartáveis disponibilizados pelas lojas, além de estar com a mão bem lavada quando for manipular os produtos expostos, sempre utilizando álcool antisséptico.
 

Por Marcela Del Nero
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