AnaMaria

Comer intuitivo: descomplique a alimentação!

Repense seus hábitos, livre-se da culpa e saiba identificar os sinais do seu corpo para voltar a ter uma relação saudável (e natural) com a comida!

Ana Bardella Publicado em 05/03/2018, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Comer intuitivo: descomplique a alimentação! - Shutterstock
Comer intuitivo: descomplique a alimentação! - Shutterstock

Quando um bebê está com fome, chora. Se a quantidade de leite ou comida oferecida for pequena, ele demonstra que está insatisfeito até que lhe deem mais. Já se está com o estômago cheio, perde o interesse por aquilo que está sendo ofertado. Já reparou como esse processo todo é natural? Nascemos capazes de regular a ingestão de comida de acordo com os sinais do nosso corpo, aqueles que nos mostram o tamanho da nossa fome. Então por que, com o passar do tempo, comer vai se tornando algo tão mais complicado? É dieta pra cá, guerra contra a balança pra lá... Em meio a tanta confusão, uma prática chega para resgatar nossa relação saudável com os alimentos: o comer intuitivo. Entenda como é!

1 Deixe as regras de lado

“Um dos principais pilares dessa prática é a permissão incondicional para comer”, explica Manoela Figueiredo, nutricionista e uma das
idealizadoras do Instituto Nutrição Comportamental. Sim: nela, não existem alimentos proibidos ou liberados. Pode parecer estranho,
afinal, somos o tempo todo influenciados pelas informações da internet, dos programas de televisão... E, com isso, passamos a acreditar que alguns alimentos são vilões (e devem ser evitados a todo custo), enquanto outros ingredientes, por estarem na moda, fazem bem e devem ser consumidos mais frequentemente. O problema é que, quando comemos algo que está fora dessas regras, a culpa acaba aparecendo. E essa consciência pesada mais atrapalha do que ajuda. Por causa dela, podemos desenvolver até comportamentos compulsivos. Por exemplo: de tanto achar que chocolate faz mal e se frustrar por não conseguir excluir o doce do cardápio, você pode acabar ingerindo uma quantidade muito maior do que seria necessária para satisfazer sua vontade. Isso porque acreditamos que, já que estamos quebrando uma regra, é melhor aproveitar ao máximo. E isso só nos prejudica...

2 Coma de acordo com os sinais de fome (e saciedade)

Não é complicado: a barriga começa a roncar, começamos a pensar mais em comida, podemos experimentar certa tontura... O corpo fala. “O ideal é que possamos satisfazer essa necessidade na hora em que sentimos anamaria.uol.com.br 23 Se você tem expectativas muito 
altas (e até fantasiosas) de emagrecimento, se alimentar acaba ficando difícil – quando, na verdade, deveria ser simples e prazeroso.
Quando você presta atenção, respeita seu corpo e se propõe a cuidar melhor dele, tudo flui com mais facilidade. Experimente praticar
exercícios físicos não para se livrar das calorias do dia anterior, mas sim observando como você se sente depois de se exercitar. Se a sua única meta for perder peso, fica difícil ter uma motivação para levantar da cama. Faça pelo seu bem-estar! fome”, esclarece a nutricionista. Deixe pra lá aquela velha história de comer de tantas em tantas horas, e muito menos se apegue a uma quantidade preestabelecida de alimentos. Nós não somos máquinas e nem sentimos a mesma fome todos os dias da nossa vida. Procure não esperar até se sentir
faminta demais para satisfazer a necessidade de comer, pois o excesso de fome nos leva a comer mais do que o necessário e com muito mais pressa. Saber quando começar a comer não é tão difícil, mas e quanto à hora de parar? Na verdade, todo ser humano sabe quando seu estômago está cheio o suficiente para se sentir satisfeito. “Mas alguns fatores, como comer rápido demais e almoçar ou jantar conversando, por exemplo, interferem na percepção do que o corpo está tentando nos dizer”, alerta Manoela. Para melhorar o
relacionamento com a comida, é preciso aprimorar nossa percepção corporal. Parar durante a refeição, saborear mais os alimentos e
procurar identificar como estamos nos sentindo naquele momento são boas dicas para voltar a perceber o momento de parar (e isso não quer dizer, necessariamente, raspar o prato ou chegar ao final da embalagem).

3 Respeite seu corpo e aceite sua genética

Se você tem expectativas muito altas (e até fantasiosas) de emagrecimento, se alimentar acaba ficando difícil – quando, na verdade,
deveria ser simples e prazeroso. Quando você presta atenção, respeita seu corpo e se propõe a cuidar melhor dele, tudo flui com mais
facilidade. Experimente praticar exercícios físicos não para se livrar das calorias do dia anterior, mas sim observando como você se sente
depois de se exercitar. Se a sua única meta for perder peso, fica difícil ter uma motivação para levantar da cama. Faça pelo seu bem-estar!