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Desapegar é um ótimo negócio!

Você se livra do que está mofando em casa, tira uma grana sem fazer muito esforço e ainda pode achar coisas legais por uma pechincha

Karina Fusco Publicado em 24/08/2015, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

venda pela internet - Dreamstime
venda pela internet - Dreamstime
O feng shui prega que devemos retirar dos armários tudo o que não serve mais ou que está encostado para as energias fluírem e dar lugar ao novo. Ok, isso a gente já sabe. E faz realmente um bem danado. Mas, com a popularização dos sites e grupos de desapego nas redes sociais, essa atitude pode fazer bem inclusive para o seu bolso. A consultora financeira Daniela Giovanini, de São Paulo, apoia a ideia: “A tendência favorece os dois lados do negócio. Quem compra economiza no mínimo 30% sobre o valor normal de uma peça, e quem vende, fatura!”, diz. Então pode tirar fotos de tudo o que não quer mais com o celular e comece a vender na internet. O sucesso vai ser garantido.

Vantagem de fazer negócios na internet

✔ Se comprar produtos com pouco uso, é possível economizar de 30% 
a 70% em relação a um item de loja.

✔ Sabendo que as roupas serão vendidas depois de um tempo, todo mundo cuida melhor delas em casa.

✔ Ao vender itens sem uso em 
sua casa, você levanta dinheiro para comprar algo que esteja precisando.

✔ Brinquedos novos custam caro 
em lojas. Dá para comprar até vários em bom estado com pouco uso.


O que você precisa saber antes

✔ Prefira participar de grupos 
com pessoas conhecidas ou então monte um grupo com seus amigos, vizinhos ou familiares.

✔ Participe apenas de grupos 
que negociem produtos que 
lhe interessem e dê preferência àqueles com indicações de 
pessoas próximas e confiáveis.

✔ Faça as negociações em mensagens inbox ou por e-mail, assim tudo fica digitalmente formalizado e pode servir de 
prova, caso tenha algum problema futuro. E, ao pegar o item, cheque 
se ele realmente está perfeito conforme foi anunciado.

✔ Ao vender, comprar ou trocar algum item com um desconhecido, prefira combinar o ponto de 
entrega em um local público.

✔ Faça pesquisas em sites de reclamação para checar se já ocorreram problemas relacionados ao grupo ou a participantes.

✔ Saiba que vendedores também procuram participar desses grupos. Um representante de produtos de ginástica, por exemplo, pode até oferecer coisas novas com desconto.

✔ Jamais informe publicamente seu endereço, dados pessoais ou informações do cartão de crédito. 


Lucro com o que sobra! 

Na casa da profissional de relações públicas Juliana Zerbinatti, de 32 anos, de Valinhos (SP), tudo o que não tem utilidade ou que não serve mais e está em bom estado é compartilhado nos grupos de desapego dos quais ela participa no Facebook. “Já vendi roupas dos meus filhos, brinquedos e até uma esteira que só servia de cabide”, revela. E ela também fica de olho no grupo para ver se aparece algum produto que ela possa estar precisando. “O meu aspirador de pó era de 110 volts e na minha casa a voltagem é de 220 volts. Uma moça da minha cidade anunciou o dela de 110 v e fizemos a troca”, relata. Sempre que Juliana precisa comprar algo, ela pesquisa o preço de mercado e confere se há algum anúncio nos grupos.


Com gente conhecida é melhor

A autônoma Araceli Melo, de 35 anos, de Araçatuba (SP), também é adepta dos bons negócios que podem se concretizar nos grupos de desapego. Por isso, criou e administra um grupo na sua cidade no qual todas as pessoas que querem participar preenchem um cadastro que ela recebe por e-mail. Dessa forma, ela acredita haver mais segurança nas negociações, pois todos os membros são selecionados ou indicados por quem já faz parte. “Já tive um grupo anterior em 
que uma pessoa que entrou começou a bagunçar e tivemos que excluí-la. Ela não aceitou e até me ameaçou. Depois disso, 
só participo de grupos restritos com pessoas conhecidas e faço bons negócios, tanto de compra como de venda”, ela diz.
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