Seu negócio vai ser um sucesso, acredite!

O mercado de trabalho brasileiro passa por um momento ruim, mas isso não impediu que estas quatro mulheres tivessem coragem de dar uma bem-sucedida guinada profissional. Inspire-se no exemplo delas e mude vida

terça 23 fevereiro, 2016
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1005 Foto:shutterstock
“Queria trabalhar de casa”

Andria Mello Cavalheiro tem 33 anos e durante seis deles trabalhou na transportadora do pai. Em abril de 2015, quis fazer algo diferente: começou a vender comida saudável no pote de vidro. “Fiquei um ano pesquisando sobre com o que podia trabalhar, mas queria que fosse em casa. Fiz cursos de culinária e resolvi preparar salada, saladas de frutas e sopas em potes de vidro de 600 ml”, explica. O cardápio de Andria varia muito. As saladas custam entre R$ 13 e R$ 17 e são compostas por diversos ingredientes. Cada uma tem um nome próprio como “salada pós-treino”, “salada detox” e “salada caprese”. Suas saladas de frutas são feitas com seis frutas da estação, suco de laranja e aveia. Cada uma tem o valor de R$ 8.  E tem sopas, como a de milho com frango, por R$ 10 a unidade.  Com cerca de 100 potes por semana ela ganha quase R$ 5 mil por mês.

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“Lucro até R$ 8 mil por mês!”

Cibele Abrantes Oliveira, de 33 anos, é formada em informática e trabalhou durante anos numa multinacional de São Paulo. Em 2012, foi mandada embora. “Procurei trabalho em outras áreas, inclusive na de cosméticos. Mas não encontrei nada a ver comigo”, conta. Nesse meio tempo, foi fazer um curso de salgados. “Não planejava começar a vender, mas todo mundo que experimentava perguntava por que eu não o fazia”. Depois de pesquisar bastante sobre o mercado e conversar com o marido, ela resolveu abrir seu próprio negócio e focou nos doces. Felizmente, o projeto engrenou! Hoje, Cibele trabalha em casa e dá conta de tudo sozinha. “A qualidade de vida da minha família mudou para melhor, sobretudo a do meu filho, porque agora consigo ficar com ele”, conta. Seus doces que fazem mais sucesso são bolos de pasta americana, que custam a partir de R$ 95 o quilo (mais encomendados para festas infantis) e os brigadeiros tradicionais. “Também faço brigadeiros de banana, frutas vermelhas e melão. Cada unidade sai no valor de R$ 75 centavos”. Além disso, a paulista vende pirulito e maçã de chocolate, cupcake e biscoitos. “Agosto e novembro são os meses em que mais consigo vender. Já nos meses de férias escolares e feriados a movimentação cai bastante”, revela. Cibele tem um faturamento que varia R$ 3 mil a R$ 8 mil. “Divulgo meu trabalho pelas redes sociais, mas o boca a boca também conta muito!”

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“Agora cuido de mim”

Casada e com três filhos, Katia Marisa, de 39 anos, tem orgulho de ser costureira. “As duas últimas empresas em que trabalhei foram no ramo da tecnologia. Viajava bastante e ficava muito tempo fora de casa. Por conta disso, resolvi sair de lá”, explica. Filha de mãe costureira e com quem aprendeu todas as técnicas de costura, a curitibana fez as primeiras peças para seu neto – sim, ela tem um neto de 2 anos! “Depois de costurar alguns mimos para ele, passei a receber várias encomendas. Isso acabou se intensificando, porque tudo que eu costurava, tirava foto e postava no Facebook”, explica. Mesmo trabalhando duro, ela ainda tem tempo de cuidar de seu filho mais novo e de ficar bem próxima ao marido. “Além de passar tempo com eles, também consigo cuidar mais de mim”, comenta. Katia possui três máquinas de costura, uma bordadeira computadorizada, uma prensa de camiseta, uma máquina de recorde de adesivos e conta ainda com uma ajudante. “Fazemos babadores de bandana, toalhinhas e bordados personalizados. Ela é meu braço direito”, revela. Com mais de uma peça por dia, lucra cerca de R$ 2 mil por mês. “Tenho ideias para fazer meu projeto crescer mais e ficar ainda mais prazeroso”. As mães ficam loucas com tanta fofura!


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“Ganho mais do que antes...”

Nascida em Joaçaba (SC), Grasi Machado é apaixonada por culinária e não se arrepende de ter largado o emprego no qual ficou durante seis anos para investir no seu próprio negócio. “Estive afastada um tempo, porque fiz um transplante de coração. Após enfrentar essa barra, passei a repensar o que eu realmente queria da vida e cheguei à conclusão que não era mais aquilo. Por isso, desisti”, conta. Foi no ano passado que Grasi planejou toda festa de aniversário do seu filho, Pedro Henrique. “Depois de uns dias as pessoas começaram a me perguntar se eu vendia aqueles salgados e doces. Foi com uma parte do acerto da antiga empresa que trabalhava que comecei meu próprio negócio”. Hoje, aos 33 anos, recebe um monte de encomendas por semana. “Faço tortas, bolos recheados e salgados como empadão e quiche”.  Para não sobrecarregar, Grasi também conta com a ajuda do marido quando ele não está trabalhando. Seu ganho varia. “Há mês em que consigo R$ 2.500 e mês em que ganho R$ 3.500. E quando tem casamentos maiores consigo mais um pouco de grana. Mas posso garantir: ganho melhor agora do que antes”, conta feliz. 

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Dicas para já começar bem!

Fabiano Nagamatsu, consultor de negócios do SEBRAE-SP, deu orientações para quem quer abrir a própria empresa. Veja quais são os conselhos dele e crie coragem!


✔ Antes de começar qualquer negócio, tenha certeza do que quer. Invista em algo de que gosta e com que se identifica.

✔ Veja se sua ideia é viável. Você precisa ter dinheiro para investir na infraestrutura da empresa e capital de giro, renda para suprir as necessidades financeiras ao longo do tempo. Tudo isso antes de começar a ter lucro, o que demora...

✔ Você possui o conhecimento necessário para dar conta do recado? Se não tiver, tudo bem: busque um parceiro ou um sócio para te ajudar.

✔ Leia e faça cursos para aprimorar seu conhecimento. Saber nunca é demais!

✔ Faça uma pesquisa de mercado: analise e verifique se realmente vale a pena abrir um negócio em seu bairro; veja quanto os consumidores estão dispostos a pagar pelo seu trabalho; determine um perfil de clientes e saiba o que seus concorrentes têm de bom e de ruim. Deste modo, você vai saber no que precisa investir e aprimorar.

✔ Tome cuidado se o negócio que você quer começar está na moda! Caso esteja, irá precisar de criatividade extra para inovar e conseguir oferecer  sempre um diferencial. 
Júlia Arbex
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