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Um negócio quente que vai dar certo

Os salões de beleza estão entre os comércios que crescem a cada ano; veja o que fazer para abrir o seu

Karina Fusco Publicado em 28/12/2015, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

999 a 1001 - shutterstock
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S alão de beleza é um dos estabelecimentos que mais crescem no Brasil. Segundo a Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza (Anabel), em 2005 eram 309 mil no país. Já em 2010, o número saltou para 550 mil. Outro dado que indica a possibilidade de sucesso é que temos aqui o terceiro maior mercado consumidor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China. Só em 2014, o setor faturou R$ 101,70 bilhões, 11% a mais do que no ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Quer embarcar nessa? Saiba tornar o negócio atrativo!

Serviços para homens, mulheres e crianças

A cabeleireira Ana Carolina Vaz de Queiroz, de 39 anos, decidiu que era a hora de reunir toda a experiência que tinha no ramo e abrir o próprio salão. No ano passado, ela e o marido, Rodrigo de Souza Rozário, que também é cabeleireiro, venderam um imóvel e investiram parte do dinheiro em um lugar que fosse deles. A primeira missão foi encontrar um bom ponto comercial em uma avenida movimentada de Campinas.
O imóvel precisou de uma reforma e eles conseguiram até criar esse espaço para os clientes estacionarem em frente, essencial para facilitar o acesso. “Escolhemos uma casa com muitos cômodos, pois a ideia era atender toda a família”, conta Ana Carolina. Acompanhar as tendências é fundamental para o sucesso desse tipo de negócio. “Como a barbearia está em alta, também oferecemos esse serviço, assim como coloração masculina”, diz.
Há uma sala exclusiva para depilação, outra para os serviços de manicure e pedicure, uma para noivas e até uma mini-lanchonete foi montada nos fundos para que os clientes possam matar a fome enquanto estiverem ali. “Desde que inauguramos o Vivrá Coiffure, há um ano, o movimento cresce mês a mês.”


Mercado disputado

O Instituto DataPopular estima que os gastos dos brasileiros com cabeleireiros, manicures e esteticistas serão de R$ 59,3 bilhões este ano. E tem muita gente de olho na possibilidade de ganhar dinheiro nesse mercado. O Sebrae informa que mensalmente são abertos 7 mil novos salões de beleza no país, sendo 4 mil formais e 3 mil informais. Isso mostra que a concorrência existe e que ela precisa ser levada a sério, assim como a atualização constante em relação à modernização dos serviços, venda de produtos e a realização de promoções. Afinal, logo ali na esquina pode haver outro salão querendo pegar suas clientes.

Para ter o seu salão

Confira o que é preciso para abrir o seu negócio:

  • Visite a concorrência e observe os serviços oferecidos e os preços. ■ Defina o público-alvo do seu salão: masculino, feminino, unissex...
  • Escolha uma boa localização, com acesso fácil às pessoas.
  • Procure um espaço físico adequado, com recepção e ambiente para trabalhar com produtos com cheiro mais forte.
  • Procure um contador para providenciar a abertura da empresa. A opção de Microempreendedor Individual (MEI) é a melhor para quem está começando. 
  • Informe-se sobre as normas de vigilância sanitária e sobre a vistoria dos bombeiros.
  • Pesquise e compre todo o mobiliário, assim como os itens de trabalho.
  • Selecione funcionários.
  • Estude sobre como administrar e gerenciar as contas do salão. O programa “Sebrae Beleza” oferece treinamentos gratuitos sobre o tema. Para começar, acesse a cartilha “Comece Certo Salão de Beleza” pelo link: bit.ly/1m9xOHf

O que não pode faltar

Veja as orientações dadas pelo Sebrae para quem deseja atuar na área:
  • O ambiente precisa ser bonito, aconchegante, limpo e bem organizado. 
  • A habilidade profissional do dono é fundamental.
  • Simpatia também!
  • Inovação. O público gosta de novidade, quer saber das tendências.
  • Serviço de manicure é essencial. A maior parte das mulheres fazem as unhas toda semana e é a porta de entrada para que essas clientes experimentem outros serviços, como químicas, que são mais caras.