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Você no azul: Cartão de crédito

É mesmo uma boa ideia se livrar das dívidas do cartão de crédito assim que possível...

Marcela Kawauti* Publicado em 06/11/2015, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

992 - Shutterstock
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Estou devendo R$ 10 mil no cartão. O único bem que tenho é um carro, que custa uns R$ 25 mil, mas não gostaria de me desfazer dele, pois uso todo dia para trabalhar. O crédito consignado é a melhor opção? Que cuidados devo tomar?” 
L.M., por e-mail

É mesmo uma boa ideia se livrar das dívidas do cartão de crédito assim que possível. De acordo com o Banco Central, a taxa de juros média nesse caso está acima de 400% ao ano. Isso quer dizer que, se você não pagar o que está devendo hoje, após um ano 
a dívida será de quase R$ 50 mil! Para não cair nessa roubada, é sempre uma boa alternativa vender um bem para cobrir a dívida com o valor recebido. No seu caso, a venda do carro geraria, inclusive, um valor maior do que o seu débito. Com os R$ 15 mil restantes, dá até para comprar um automóvel usado para o dia a dia. Além disso, com dinheiro na mão você tem mais chances de negociar com a operadora de cartão um desconto para quitar a dívida de uma única vez. Se, ainda assim, você não cogita a opção de se desfazer do carro e não tem outro bem que possa ser vendido para esse fim, o crédito consignado é, sim, uma boa opção. Você até pode contratar esse novo empréstimo para pagar a dívida anterior, mas lembre-se: mesmo que as taxas de juros no consignado sejam muito menores do que as do cartão de crédito, você ainda terá uma dívida a pagar. Os juros nesse caso seriam em média de 27,8% – tomando emprestado R$ 10 mil hoje, em um ano você pagará quase R$ 12,8 mil. E se as parcelas não forem quitadas na data, haverá ainda os juros adicionais sobre o atraso. Por isso, muito cuidado!  Se trocar o tipo de dívida for mesmo a opção escolhida, planeje-se para honrar as mensalidades e se livrar de uma vez por todas dessa preocupação. 

Somente para emergências

Apesar dos juros altíssimos, o cartão pode ser uma opção em alguns casos: como numa emergência ou para o parcelamento de um produto mais caro. Imagine se você fica doente e precisa gastar um dinheirão na farmácia justo no final do mês. Ou se a geladeira quebra e você não tem todo o dinheiro para uma nova. Esses são dois exemplos do bom uso do cartão. Se usar com moderação, você não se afunda!

Efeito bola de neve

Você sabe o que significa quando alguém diz que as dívidas do cartão são como uma bola de neve? É que quando não quitamos a fatura ou se pagamos somente o mínimo, conhecido como rotativo, as taxas de juros cobradas são extremamente altas e acabam fazendo com que o seu débito cresça rapidamente, assim como uma bola de neve numa avalanche. 




* Marcela Kawauti é formada em economia pela USP e tem mestrado na FGV. Com mais de dez anos de experiência na área, é economista-chefe do SPC Brasil e colaboradora do portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz.



Envie suas perguntas para Marcela Kawauti pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br